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O estudo da personalidade na Psicologia percorre por diversos autores que produziram pesquisas, utilizando técnicas e métodos para desvendar a estrutura do mundo psíquico. Buscar conhecer o indivíduo na sua característica própria parece ter sido um dos pontos importantes da Educação e da Psicologia entre os séculos XIX e XX, principalmente para o psicólogo e psiquiatra russo Lazurski, que investiu em estudos da personalidade, por meio dos modelos de observação, experimentação e de classificação. No Brasil é possível encontrar a influência do trabalho de Lazurski na obra de Helena Antipoff, psicóloga e educadora russa que chegou ao Brasil em 1929, para trabalhar no estado de Minas Gerais, em um período de reformas educacionais do país pautadas pelo escolanovismo. Utilizando sua experiência na Rússia, tanto da época imperial quanto dos momentos iniciais da União Soviética, Antipoff investiu em pesquisas sobre a avaliação psicológica e trouxe o trabalho de Lazurski como referência para a investigação da personalidade no contexto da educação mineira. Paralelamente, Lazurski também é encontrado em publicações no estado do Rio de Janeiro com a tradução de uma de suas obras, dentre outros materiais que o citam como orientação para a classificação da personalidade. Assim, a presente tese foi elaborada por meio de uma pesquisa documental, com o objetivo de realizar uma investigação sobre a apropriação da obra de Lazurski na Psicologia e na Educação do início do século XX, em Minas Gerais, a partir do trabalho de Antipoff e dos documentos encontrados no Rio de Janeiro. Esta pesquisa oferece a chance de debater, segundo a psicologia da época, a importância dos modelos experimentais na Psicologia, principalmente no que tange a um determinado tipo de entendimento do paradigma científico para os estudos da personalidade. É nesse contexto que a História da Psicologia retoma concepções que podem auxiliar na constituição do indivíduo e do seu mundo.
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O artigo apresenta um conjunto de discussões sobre as relações entre educação para a paz e psicologia elaboradas, ao final da década de 1920, por pesquisadores ligados ao Instituto Jean-Jacques Rousseau/Suíça. A partir do método descritivo-analítico, destacamos as teorias e técnicas levantadas ao longo da conferência A paz pela escola realizada em 1927 pelo Bureau Internacional de Educação, órgão ligado ao Instituto. Demonstramos como os conferencistas desse encontro conceberam a Psicologia como uma ciência central nas propostas de pedagogia pacificadora. Destacamos as concepções de Pierre Bovet sobre os instintos combativos e sociais, teoria psicológica que pretendia orientar o trabalho dos educadores que visavam a um ideal pacifista. Concebemos esse movimento como um projeto civilizatório, fundamentado, sobretudo, no conhecimento científico do ser humano. Para Pierre Bovet, a educação moral, social e religiosa deveria ser os três pilares da pedagogia pacificadora, contrapondo-se a outros cientistas da época, como Jean Piaget.
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Esta pesquisa histórica descreve o processo de institucionalização e de circulação de um projeto de Psicologia da Educação entre o Pontifício Ateneu Salesiano, em Turim, e a Faculdade Dom Bosco de Filosofia, Ciências e Letras, em São João del-Rei, entre 1938 e 1959. Para realizá-la, foram recolhidos documentos no Centro Salesiano de Documentação e Pesquisa, em Barbacena, e no Centro de Documentação e Pesquisa em História da Psicologia, em São João del-Rei. Dentre essas fontes, destacam-se publicações pontifícias, trabalhos acadêmicos publicados pela revista Salesianum, documentos administrativos das instituições mencionadas, documentos de personagens que participaram do processo histórico e fotografias. O arquivo foi analisado em conformidade com a história social do conhecimento e procurou evidenciar informações cronológicas e aspectos sociais e teóricos que permitissem caracterizar a constituição de uma proposta científica de Psicologia da Educação e as estratégias empreendidas para sua circulação. Entende-se que a institucionalização da psicologia entre os salesianos da Itália ocorreu mediante a criação do Instituto de Psicologia Experimental e do Instituto Superior de Pedagogia do Pontifício Ateneu Salesiano. Esses institutos atendiam a exortações pontifícias de valorização do neotomismo, bem como respondiam ao desenvolvimento de psicologias científicas na Itália e à necessidade de formação acadêmica de salesianos que atuariam em ambientes educativos. Os intelectuais desse grupo de conhecimento defendiam certas concepções de educação, pedagogia e psicologia e, ao delinearem um projeto científico aplicado às questões escolares, as disseminavam em diferentes contextos. Para tanto, empreendiam estratégias de circulação de conhecimento a partir do Pontifício Ateneu Salesiano, tais como a participação em eventos acadêmicos, as práticas de ensino, as pesquisas e as publicações especializadas. Em São João del-Rei, a fundação da Faculdade Dom Bosco de Filosofia, Ciências e Letras aconteceu em meio a repercussões locais dos debates entre intelectuais católicos e escolanovistas a respeito da aplicação de conhecimento científico para a resolução de problemas escolares. Esse contexto favoreceu a criação do Instituto de Psicologia e Pedagogia a partir do Laboratório de Psicologia Experimental, do Centro de Estudos Pedagógicos e do Serviço de Orientação Educacional e Profissional. Tal como acontecia nos institutos turineses, o grupo de conhecimento presente na Faculdade Dom Bosco empreendeu um conjunto de estratégias de circulação da psicologia, dentre as quais se destacam a promoção de eventos especializados e as atividades de extensão universitária. Durante o período investigado, os salesianos e os personagens a eles ligados se consolidaram como um grupo de conhecimento. Inseridos em uma rede de circulação de psicologia estabelecida entre institutos católicos, fundaram entidades que atuaram como zonas de contato entre o conhecimento produzido internacionalmente e as demandas locais de aplicação da psicologia para a educação da juventude. Eles também repercutiram debates a propósito da profissionalização da psicologia e da orientação educacional e procuraram abordar a juventude de maneira integral. Este trabalho amplia a produção acadêmica em História da Psicologia ao estudar a institucionalização e a circulação de um projeto de Psicologia da Educação aplicado à escolarização da juventude, explicitando as relações entre intelectuais católicos italianos e brasileiros ao longo do período investigado.
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Este trabalho tem como objeto as idéias psicológicas veiculadas no jornal religioso Selecta Catholica (1846 1847) e seu impacto na proposta educativa de D. Antônio Ferreira Viçoso, bispo de Mariana de 1844 a 1875, dentro do contexto de reforma dos costumes do clero e da população mineira. D. Antônio Viçoso participou ativamente de diversas experiências educacionais importantes em Minas Gerais. Uma de suas iniciativas foi a montagem de um parque gráfico e utilização da imprensa como estratégia para difusão de bons livros e impressos úteis para a formação virtuosa da pessoa. Entre os impressos, foi publicado o jornal religioso Selecta Catholica cuja finalidade era educar os costumes da população local e promover a fé católica, lutando contra idéias iluministas, liberais e materialistas acerca do homem e da sociedade. Trata-se de um trabalho de história das idéias psicológicas, que possui contribuições das perspectivas metodológicas em historiografia de Massimi, Campos, Chartier e De Certeau. De acordo com Massimi, o termo idéias psicológicas deve ser entendido como conhecimentos e práticas de outras épocas e universos socioculturais específicos, que atualmente podem ser genericamente entendidos como psicológicos. A partir da análise das idéias psicológicas existentes no periódico, foi possível identificar uma visão de homem entendido como pessoa, possuindo corpo físico, social e cósmico. Esse conceito de ser humano vem dos referenciais do platonismo e da concepção aristotélico-tomista. A integração entre as faculdades da alma e o corpo humano seriam uma expressão das relações existentes na sociedade e da ligação natural existente entre o Criador e os homens. As noções de sociedade e de natureza humana contidas na Selecta Catholica, por sua vez, levam a uma proposta educacional específica cujas bases são: a valorização da família como elemento principal da sociedade e grande responsável pela educação da primeira infância; a centralidade do papel do educador e do conceito de autoridade entendido como amizade segundo o referencial aristotélico; a noção de desenvolvimento do corpo e das faculdades da alma como fundamento para práticas educativas; o pressuposto de que a Igreja é presença visível de Deus no mundo e cabeça da sociedade e por fim, a crítica ao racionalismo e às concepções de Rousseau sobre educação.
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O artigo apresenta pesquisa sobre o conceito de criança anormal divulgado em um conjunto de artigos publicados na Revista do Ensino de Minas Gerais, na década de 1930. Foram levantados artigos que expressam como a criança anormal era compreendida pelos contemporâneos daquela época. Da análise dos textos, emergiram duas categorias: classificação das crianças anormais, suas características e explicações causais da anormalidade; o papel da escola na educação das crianças anormais. Utilizamos contribuições da história conceitual de Koselleck, segundo a qual conceitos expressam aspectos da experiência e da dimensão teórica de sujeitos em contextos e tempos históricos específicos. A pesquisa demonstrou que a articulação desse conceito incluía concepções fundamentadas nos debates sobre ambiente e hereditariedade, nos saberes elaborados pela psicologia e na discussão sobre o papel da escola e a educação das novas gerações.
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Quinto volume da Coleção Encontros Anuais Helena Antipoff, o livro discute as articulações entre as construções históricas dos campos da psicologia, da psicanálise e da educação e suas contribuições para os desafios colocados pela contemporaneidade.
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O artigo apresenta uma alternativa para orientar o processo de ensino-aprendizagem na formação inicial de professores de Física no Brasil, por meio da relação entre “metodologia de projetos” e investigação-ação, a fim de se romper com a lógica da transmissão de conteúdos e da memorização nessa área. A “metodologia de projetos” é capaz de criar e incorporar conhecimento, por meio de dois aspectos: 1. a elaboração e o desenvolvimento de projetos articulados em torno de um programa de pesquisa de maneira contínua; 2. a investigação-ação de vertente emancipatória sistematizada por meio da gestão social e racional de ciclos que acontece em uma espiral de etapas de planejamento, ação, observação de fatos e reflexão sobre o resultado da ação. Articular a “metodologia de projetos” e a investigação-ação possibilita um ambiente educacional colaborativo que favorece o ato de ensinar a pensar a partir da indagação sistemática e autocrítica. Nesse ambiente, os sujeitos são desafiados a aprender a trabalhar com o outro em um processo reflexivo que se dá de modo individual e coletivo com atenção aos diversos tipos e ritmos de aprendizagem. Desse modo, o artigo contribui para que docentes de Física encontrem meios de intervir em sua prática educacional para que gradativamente possam também interferir, de modo consciente, na realidade que os cerca.
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- Artigo de periódico (22)
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- Entre 1900 e 1999 (2)
- Entre 2000 e 2026 (75)