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Este trabalho tem como objeto as idéias psicológicas veiculadas no jornal religioso Selecta Catholica (1846 1847) e seu impacto na proposta educativa de D. Antônio Ferreira Viçoso, bispo de Mariana de 1844 a 1875, dentro do contexto de reforma dos costumes do clero e da população mineira. D. Antônio Viçoso participou ativamente de diversas experiências educacionais importantes em Minas Gerais. Uma de suas iniciativas foi a montagem de um parque gráfico e utilização da imprensa como estratégia para difusão de bons livros e impressos úteis para a formação virtuosa da pessoa. Entre os impressos, foi publicado o jornal religioso Selecta Catholica cuja finalidade era educar os costumes da população local e promover a fé católica, lutando contra idéias iluministas, liberais e materialistas acerca do homem e da sociedade. Trata-se de um trabalho de história das idéias psicológicas, que possui contribuições das perspectivas metodológicas em historiografia de Massimi, Campos, Chartier e De Certeau. De acordo com Massimi, o termo idéias psicológicas deve ser entendido como conhecimentos e práticas de outras épocas e universos socioculturais específicos, que atualmente podem ser genericamente entendidos como psicológicos. A partir da análise das idéias psicológicas existentes no periódico, foi possível identificar uma visão de homem entendido como pessoa, possuindo corpo físico, social e cósmico. Esse conceito de ser humano vem dos referenciais do platonismo e da concepção aristotélico-tomista. A integração entre as faculdades da alma e o corpo humano seriam uma expressão das relações existentes na sociedade e da ligação natural existente entre o Criador e os homens. As noções de sociedade e de natureza humana contidas na Selecta Catholica, por sua vez, levam a uma proposta educacional específica cujas bases são: a valorização da família como elemento principal da sociedade e grande responsável pela educação da primeira infância; a centralidade do papel do educador e do conceito de autoridade entendido como amizade segundo o referencial aristotélico; a noção de desenvolvimento do corpo e das faculdades da alma como fundamento para práticas educativas; o pressuposto de que a Igreja é presença visível de Deus no mundo e cabeça da sociedade e por fim, a crítica ao racionalismo e às concepções de Rousseau sobre educação.
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O artigo apresenta um conjunto de discussões sobre as relações entre educação para a paz e psicologia elaboradas, ao final da década de 1920, por pesquisadores ligados ao Instituto Jean-Jacques Rousseau/Suíça. A partir do método descritivo-analítico, destacamos as teorias e técnicas levantadas ao longo da conferência A paz pela escola realizada em 1927 pelo Bureau Internacional de Educação, órgão ligado ao Instituto. Demonstramos como os conferencistas desse encontro conceberam a Psicologia como uma ciência central nas propostas de pedagogia pacificadora. Destacamos as concepções de Pierre Bovet sobre os instintos combativos e sociais, teoria psicológica que pretendia orientar o trabalho dos educadores que visavam a um ideal pacifista. Concebemos esse movimento como um projeto civilizatório, fundamentado, sobretudo, no conhecimento científico do ser humano. Para Pierre Bovet, a educação moral, social e religiosa deveria ser os três pilares da pedagogia pacificadora, contrapondo-se a outros cientistas da época, como Jean Piaget.
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O artigo apresenta pesquisa sobre o conceito de criança anormal divulgado em um conjunto de artigos publicados na Revista do Ensino de Minas Gerais, na década de 1930. Foram levantados artigos que expressam como a criança anormal era compreendida pelos contemporâneos daquela época. Da análise dos textos, emergiram duas categorias: classificação das crianças anormais, suas características e explicações causais da anormalidade; o papel da escola na educação das crianças anormais. Utilizamos contribuições da história conceitual de Koselleck, segundo a qual conceitos expressam aspectos da experiência e da dimensão teórica de sujeitos em contextos e tempos históricos específicos. A pesquisa demonstrou que a articulação desse conceito incluía concepções fundamentadas nos debates sobre ambiente e hereditariedade, nos saberes elaborados pela psicologia e na discussão sobre o papel da escola e a educação das novas gerações.
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Quinto volume da Coleção Encontros Anuais Helena Antipoff, o livro discute as articulações entre as construções históricas dos campos da psicologia, da psicanálise e da educação e suas contribuições para os desafios colocados pela contemporaneidade.
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As pessoas com deficiência são historicamente discriminadas e, entre as várias ações para reduzir a discriminação, encontra-se a investigação da terminologia que as caracterizam. Pesquisas mostram que a linguagem e os conceitos que as pessoas utilizam influenciam os aspectos sociais, tal como termos pejorativos. Com base nesses aspectos, este estudo tem como objetivo analisar a apropriação e a circulação do termo “pessoa com deficiência” na comunidade científica brasileira e discutir a natureza social das terminologias e suas implicações. Para a investigação das terminologias relacionadas a quem possui o impairment, essa pesquisa analisou a apropriação do termo definido pela Convenção sobre o Direito das Pessoas com Deficiência utilizado no Brasil com base no referencial teórico dos conceitos de apropriação, de Roger Chartier (1988), tradução e negociação, de Zoia Prestes (2010), e circulação, de Pierre Bourdieu (2002). Pode-se constatar a importância da tradução e da distinção dos termos disability e impairment. A alteração na tradução do impairment como impedimento em vez de lesão resulta na concepção da deficiência como tragédia pessoal, um problema para a própria pessoa, devido ao impedimento. Da mesma forma, se a tradução de impairment for deficiência, implica não considerar os problemas físicos e de saúde que podem acontecer. Verificou-se que tanto a apropriação quanto a tradução de um termo devem estar inseridos dentro de uma cultura de origem e de destino. Embora o termo utilizado e apropriado no Brasil seja “pessoa com deficiência”, não há um consenso na literatura. Espera-se que este estudo contribua para uma reflexão crítica desse termo utilizado.
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O artigo apresenta uma alternativa para orientar o processo de ensino-aprendizagem na formação inicial de professores de Física no Brasil, por meio da relação entre “metodologia de projetos” e investigação-ação, a fim de se romper com a lógica da transmissão de conteúdos e da memorização nessa área. A “metodologia de projetos” é capaz de criar e incorporar conhecimento, por meio de dois aspectos: 1. a elaboração e o desenvolvimento de projetos articulados em torno de um programa de pesquisa de maneira contínua; 2. a investigação-ação de vertente emancipatória sistematizada por meio da gestão social e racional de ciclos que acontece em uma espiral de etapas de planejamento, ação, observação de fatos e reflexão sobre o resultado da ação. Articular a “metodologia de projetos” e a investigação-ação possibilita um ambiente educacional colaborativo que favorece o ato de ensinar a pensar a partir da indagação sistemática e autocrítica. Nesse ambiente, os sujeitos são desafiados a aprender a trabalhar com o outro em um processo reflexivo que se dá de modo individual e coletivo com atenção aos diversos tipos e ritmos de aprendizagem. Desse modo, o artigo contribui para que docentes de Física encontrem meios de intervir em sua prática educacional para que gradativamente possam também interferir, de modo consciente, na realidade que os cerca.
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- Artigo de periódico (20)
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- Verbete de dicionário (1)
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- Entre 1900 e 1999 (2)
- Entre 2000 e 2026 (73)