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This paper aims to discuss the importance of decolonial narratives in general and in the field of history of psychology in particular. For this, we take as the starting point the initial results of a recently published empirical study, which investigated different styles of management within the scope of labor in Rio de Janeiro between 1949 and 1965 through the analysis of publications of the journal Arquivos Brasileiros de Psicologia. Such results pointed to an inadequacy between the interpretations of the management styles that are used, on the one hand, in the English and North American context and, on the other, in Rio de Janeiro. The discussion of this article focuses on this inadequacy, underlining the differences between how colonial and decolonial narratives conceive the relationship between empirical data and intelligibility matrices and the historiographical and methodological consequences of this relationship.
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Pretende-se neste texto tratar da problemática do trabalho no âmbito do cuidado em saúde mental nas Colônias Agrícolas para Alienados no Rio de Janeiro, de modo a confrontar o cerne dessa que é uma das questões que lhe deram a sua razão de ser. Assim, brevemente passaremos pelo contexto de criação dessas Colônias e seus desdobramentos em direção aos territórios da Ilha do Governador e de Jacarepaguá. Veremos como havia um discurso predominante que defendia que o trabalho (físico, braçal) nesses espaços, praticado pelos seus internos, teria um papel fundamental no processo de cura, a chamada praxiterapia. Contudo, podemos observar ao menos dois momentos da concepção das relações entre labor e terapêutica: inicialmente, a atividade produtiva era compreendida quase como um bem em si, não havendo grandes progressos no tocante à qualidade de vida extramuros dos internos. Posteriormente, veremos a abertura para um leque maior de possibilidades simbólicas concernentes à formação subjetiva desses sujeitos que passam a não mais se dedicar exclusivamente a serviços manuais e subalternizados, mas se engajam em atividades criativas e que deixam marcas em seu percurso.
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Esta tese se dedica a retraçar a história do Instituto de Psicologia da UFRJ ao longo de um período de 80 anos (1923–2003). O objetivo do estudo é demonstrar como a história do IP-UFRJ pode ser utilizada para se pensar a própria história da psicologia do Brasil, propondo distanciar-se de uma periodização mais rígida envolvendo períodos de autonomia e consolidação da profissão, e buscando retomar problemas circunscritos em determinados extratos de tempo próprios de cada fase da história do Instituto. Ao propor que o IP-UFRJ passa por três grandes fases de desenvolvimento (uma ligada a uma psicologia de cunho técnico, uma ligada a um meio-termo entre técnica e profissão e outra ligada ao surgimento da profissão de psicólogo), cada qual com suas características próprias, sugere-se que a linearidade das narrativas sobre a psicologia no Brasil pode ser repensada ao se buscar os desvios e descaminhos que os objetos históricos apresentam, distanciando-se da periodização comumente aceita e indicando outros caminhos de análise historiográfica.
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Uma série de trabalhos desenvolvidos em torno do pensamento pragmatista e da abordagem pragmática que se caracterizam por uma abordagem de temas filosóficos e de linguagem não mais pela depuração das essências ou das estruturas universais presentes no sujeito ou no mundo, mas pelo rastro que certas categorias ou enunciados produzem em sua experiência errante. A par de algumas diferenças, seria isto o que une o movimento pragmatista, surgido na virada para o século XX com Charles Peirce, William James e John Dewey (e atualmente com autores como Richard Rorty, Hilary Putnam e Donald Davidson), e a abordagem pragmática na linguagem, inspirada nos trabalhos de Ludwig Wittgenstein e desenvolvida por John Austin, John Searle e outros.
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Este trabalho tem como objetivo discutir a importância de narrativas descoloniais, no geral, e no campo da história da psicologia, em particular. Para isso, toma-se como ponto de partida os resultados iniciais de um estudo empírico publicado recentemente que investigou os diferentes estilos de gestão no âmbito do trabalho no Rio de Janeiro entre 1949 e 1965 a partir da análise das publicações do periódico Arquivos Brasileiros de Psicologia. Tais resultados apontaram para uma inadequação entre as interpretações dos estilos de gestão operantes, por um lado, no cenário anglo-norte-americano e, por outro, no Rio de Janeiro. A discussão do presente artigo se centrará nessa inadequação, focando nas diferenças entre como narrativas coloniais e descoloniais concebem a relação entre dados empíricos e matrizes de inteligibilidade e nas consequências historiográficas e metodológicas desta relação.
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Um dos campos possíveis para o estudo do surgimento dos saberes psicológicos é o das práticas de governo, ou governamentalidade, que se definem como as formas como se estrutura a condução da conduta alheia desde as formas pastorais do cristianismo primitivo até os modos atuais do Estado contemporâneo. Nas novas formas de governo presentes nas sociedades democráticas contemporâneas, o discurso psicanalítico, assim como as diversas práticas psi têm especial importância enquanto modo de gestão tecnocrática. Partimos da idéia de que a psicanálise é uma prática que se perpetua para além do consultório e de uma práxis individual, tendo um papel diretivo nas políticas sociais. O objetivo deste trabalho é estudar como o discurso psicanalítico produz formas de gestão de si e dos outros, pensando sua atuação dentro das instituições, no governo de coletivos, assim como de equipes no interior da reforma psiquiátrica.
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A partir do trabalho genealógico de Foucault sobre as práticas de governo, entendidas como formas de condução da conduta alheia, abre-se um campo possível para o estudo do surgimento e das transformações dos saberes psicológicos e psiquiátricos. Aqui teríamos dois marcos: 1) no século XVI, surgem técnicas de governo baseadas no disciplinamento, o “Estado de polícia”; e 2) no século XVIII, novas tecnologias de governo em referências liberais. Neste último marco, a psicologia passa a ter especial importância no século XX, atuando especificamente em sociedades democráticas, não somente através da disciplinarização dos indivíduos, mas principalmente através da liberdade e da atividade destes. Nosso objetivo é avaliar as práticas e conceitos de cidadania e liberdade no contexto de alguns processos de Reforma Psiquiátrica, especialmente a italiana e a brasileira. Para tal, sustentamos a hipótese de que co-existem neste campo não apenas os antigos dispositivos disciplinares e a resistência a estes, mas modos liberais de gestão.
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