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Este artigo apresenta a emergência e a história dos estudos de gênero na psicologia a partir da consideração sobre a relevância de usar a noção de” gênero” como categoria de análise histórica para pensar o campo disciplinar da psicologia. Isto nos possibilita compreender os efeitos teóricos, metodológicos e epistemológicos na produção de conhecimento. A partir de uma pesquisa bibliográfica realizada na base de dados SciELO, foram analisados 153 artigos de três periódicos da psicologia. Estes, com seus 402 autores(as) e 191 instituições, foram agrupados em 15 categorias temáticas. Uma análise quali-quantitaviva encontrou resultados que apontam para desigualdades de gênero na autoria dos artigos e uma presença marcante das universidades públicas entre as instituições que mais publicam na área. A psicologia, quando debate gênero, o faz por meio de discussões temáticas de campos de conhecimento tradicionais - como saúde, educação e trabalho, típicos da segunda onda do feminismo. As questões identitárias e sobre sexualidades se destacam em produções mais recentes. Da articulação entre gênero e psicologia com foco nas discussões teórico-epistemológicas, constatamos que, embora haja publicações que apontem críticas à psicologia questionando o uso descritivo de gênero, bem como à objetividade do conhecimento e à universalidade do sujeito, ainda se verificam dificuldades em sair do lugar androcêntrico, etnocêntrico e cisheteronormativo que caracteriza a produção psicológica. O estudo aponta a necessidade de maior sensibilização e ampliação de espaços de discussão entre gênero e psicologia para que se possa resistir às invisibilidades ainda tão persistentes nesse campo disciplinar de conhecimento.
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Este livro reúne pesquisas apresentadas no X Encontro Clio-Psyché (2012), organizado pelo Programa de Estudos e Pesquisas em História da Psicologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Os autores são da Argentina, Brasil, Espanha e Portugal, e os estudos se referem às instituições e sua intersecção com a psicologia e com a história, objetivo do Encontro.
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A Gestalt-Terapia surge nos EUA no ano de 1951 e chega ao Brasil no início da década de 1970. O presente artigo tem como objetivo apresentar a história e o desenvolvimento da Gestalt-Terapia no Brasil. Para tanto, aborda a recepção dessa abordagem psicoterapêutica em nosso país, considerando os elementos históricos que permitiram sua chegada, sobretudo o contexto sócio-político e a situação da psicologia como ciência e profissão na década de 1970. Discorre ainda sobre o desenvolvimento inicial desta abordagem no Brasil, apresentando sua difusão, crescimento e consolidação enquanto teoria e prática psicoterápicas. Por fim, assinala a expansão dos princípios gestálticos para outras áreas da psicologia, o que justifica a designação recente do termo abordagem gestáltica.
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Neste trabalho discutimos, através de uma perspectiva histórica, o quanto o discurso médico atuou na produção e na concepção da mulher (papéis sociais, sexualidade e corpo/saúde) na transição entre os séculos XIX e XX. Para isso, as teses defendidas na Faculdade de Medi-cina do Rio de Janeiro nesse período foram de extrema relevância para o estudo, nas quais realizamos um mapeamento no material acerca das narrativas médicas da época sobre sexualidade e gênero. De forma complementar, propusemos uma reflexão acerca dessas pro-duções de conhecimento, ou seja, o quanto o discurso médico ajudou a compor e legitimar um desenho de mulher que foi e é transmitido nas relações com os seus pares e não pares.
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O trabalho traça uma história das relações entre Psicologia e Saúde no Brasil, notadamente no Rio de Janeiro, discorrendo sobre os primeiros momentos dessa prática, envolvendo testes psicológicos e psicodiagnóstico, até o início da prática clínica. Observa-se que esta se situa inicialmente em instituições de saúde para, somente a partir da década de 1970, consolidar-se na clínica privada. Faz-se referência às diferentes linhas/abordagens existentes, como a Psicologia Hospitalar, a Psicologia da Saúde, a Saúde Mental, a Psicossomática, para situar a diversidade presente em uma das mais antigas e, ao mesmo tempo, mais recentes áreas da Psicologia. ]
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Desde seu surgimento, a Resolução 01/99, normativa que estabelece normas de atuação relação à questão da Orientação Sexual, enfrenta pressão e uma constante oposição de setores da categoria. É de amplo conhecimento que parte da resistência a sua efetivação é feita por grupos comprometidos com crenças religiosas. Visando aprofundar a compreensão sobre essa oposição, o presente trabalho tem como objetivo analisar a história da Resolução 01/99 do Conselho Federal de Psicologia e o discurso de oposição a esta. Para dar conta desse objetivo, foi estipulado um recorte temporal e três critérios para a seleção de fontes pesquisadas. Para o recorte temporal, foi escolhido dois pontos definidos, que circunscrevem o início e o fim do campo. O marco inicial é a data de publicação da Resolução 01/99, 22 de março de 1999. Para o marco temporal final, optou-se pela data do fechamento do julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) da Ação Popular contra a Resolução 01/99, 4 de junho de 2020. Entre os critérios de seleção das fontes, o primeiro é a formação do interlocutor, ou seja, o opositor ou opositora à Resolução 01/99 tem que ter formação em psicologia e atuar na área. O segundo critério é o da sistematização da oposição, ou seja, uma atuação constante ao longo dos anos, acompanhado de uma produção de elementos textuais, audiovisuais ou figurativos. O terceiro e último critério foi o de interlocução com o Conselho Federal de Psicologia. Procedendo a operacionalização dos critérios, foi selecionado as seguintes personagens: Rozangela Justino, Marisa Lobo, Associação de apoio ao ser humano da concepção até a morte natural (ABRACEH) e o grupo Movimento de Apoio. A respeito das duas últimas fontes, para a finalidade desta pesquisa, todas as informações nelas contidas foram compreendidas como sendo de propriedade autoral e intelectual de Rozangela Justino. Essa compreensão decorre de que: todas as informações compartilhadas por esses grupos foram de autoria de Rozangela Justino; ambos os grupos foram fundados por Rozangela Justino; o fato de Rozangela Justino ter presidido, até onde essa pesquisa pode mapear, ambos os grupos; o fato de compartilharem uma quantidade significativa de informações iguais; o fato de manterem afinidade de ideias e posturas políticas; e, por último, terem o mesmo padrão estético e serem hospedados na mesma plataforma amplamente usada por anos por Rozangela Justino. A partir desta interpretação, essa pesquisa tem como fonte, duas personagens: Marisa Lobo e Rozangela Justino. Constituíram as fontes desse trabalho textos publicados em blogs, vídeos postados na plataforma youtube, livros, reportagens e notas das respectivas personagens. Ao final da análise desse extenso material, foi elaborado para cada personagem um quadro com as categorias discursivas utilizadas para a oposição à Resolução 01/99 com suas principais fundamentações.
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Entre 1900 e 1999
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Entre 2000 e 2026
(667)
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- Desconhecido (1)