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Este artigo tem como objetivo retomar parte da historiografia sobre os psicólogos e estudantes de Psicologia que integraram agrupamentos armados contra o golpe de classe de 1964. Para tal, consideramos que o processo de desenvolvimento da Psicologia, enquanto ciência e profissão, mostra-se interligado nas múltiplas contradições da formação da classe trabalhadora brasileira. Partindo dos pressupostos teórico-metodológicos do materialismo histórico-dialético, recompomos, no plano ideal, parte do movimento real produzido pela ação daqueles sujeitos. Resgatamos as trajetórias das pessoas que participaram da luta armada contra o terrorismo de estado a partir de casos ilustrativos que nos mostram suas presenças em organizações políticas das quais fizeram parte. Para tal, reconstruímos este movimento a partir das publicações existentes. Concluímos que existe um elo entre a vanguarda da luta armada, com a presença de algumas frações da Psicologia, composta majoritariamente por sua juventude, e a construção contraditória dentro da própria profissão no Brasil. Ambos são momentos da totalidade da história da Psicologia, que mostra a maneira pela qual alguns importantes setores posicionaram-se na luta contra a ditadura civil-militar.
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Este trabalho teve como objetivo principal compreender a maneira pela qual uma fração de psicólogos e estudantes de psicologia no Brasil se inseriu em organizações clandestinas e revolucionárias para o enfrentamento da ditadura empresarial-militar entre os anos de 1964 e 1976. Para tal, consideramos que o processo de institucionalização profissional no país teve novo impulso com a reforma universitária imposta pelos generais militares. Como consequência, existiu o alargamento de espaços institucionais para o desenvolvimento da psicologia, concomitantemente ao recrudescimento ditatorial. Saturado de múltiplas contradições, este processo culminou com a perseguição e a eliminação física de opositores, que se estendeu para dentro das instituições de psicologia. Partindo dos pressupostos teórico-metodológicos do materialismo histórico-dialético, resgatamos as trajetórias de parte dos sujeitos perseguidos pelos seus posicionamentos políticos à época, a partir de casos representativos. Utilizamos diferentes técnicas de pesquisa. Inicialmente, uma revisão bibliográfica da temática. Em seguida, direcionamo-nos para a análise de fontes primárias. Com isso, inventariamos bancos de dados que possuíam conjuntos documentais que auxiliaram a reconstrução histórica de nossos sujeitos da pesquisa. Ainda, realizamos entrevistas com partícipes deste processo. Ao final, concluímos que o processo de institucionalização da psicologia durante o governo militar teve conexão inseparável com o terreno que propiciou seu desenvolvimento. Enquanto uma fração da psicologia se colocou abertamente para a colaboração com o regime, conquistando posições institucionais, outra fração foi perseguida, sendo aplastada destes espaços. Pela capilaridade e enraizamento do terrorismo de estado, as depurações e eliminações de psicólogos e estudantes foram uma das características estruturantes do processo de institucionalização do país que deu forma à psicologia durante os anos aqui considerados.
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Tipo de recurso
- Artigo de periódico (2)
- Seção de livro (3)
- Tese (1)
Ano de publicação
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Entre 2000 e 2026
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- Entre 2010 e 2019 (2)
- Entre 2020 e 2026 (4)