A sua pesquisa

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  • Este artigo historiciza aspectos da recepção e circulação da Análise do Comportamento no Brasil a partir da tradução do livro Science and Human Behavior (S&HB) em português brasileiro. Foram utilizadas como fontes textuais primárias biografias e autobiografias publicadas, trocas epistolares e entrevistas de personagens da referida história. Fontes secundárias também foram utilizadas. Nos Estados Unidos da América (EUA), uma nação com longa tradição de psicologia experimental, o S&HB foi desenvolvido como recurso didático, mas ficou conhecido e disseminado principalmente por sua exposição abrangente de uma ciência do comportamento humano. No Brasil, sua apropriação por meio da tradução, que ocorreu na primeira metade da década de 1960, ainda que também tivesse um fim didático, foi importante para ajudar a consolidar a importância da fundamentação experimental de uma ciência do comportamento no contexto de criação da nova profissão de psicólogo que se consolidava no país. S&HB foi um marco no desenvolvimento da Análise do Comportamento nos EUA e no Brasil, mas o processo de apropriação do livro no Brasil teve conformações próprias no contexto do nosso país.

  • Esta proposta se caracteriza como uma pesquisa histórico-conceitual que objetivou identificar as produções de Celso Pereira de Sá vinculadas à Análise do Comportamento e interpretar as redes conceituais e filosóficas contidas nestes trabalhos, relacionando-as com elementos historiográficos de sua atividade intelectual entre 1970 a 1990. O percurso metodológico foi organizado em duas dimensões; uma historiográfica a qual se utilizou da análise documental e outra conceitual a qual se utilizou do software Iramuteq e de apropriações de estratégias do Procedimento de Interpretação Contextual de Texto (PICT). Encontramos um autor refletindo sobre o papel do intelectual e da produção de conhecimento científico para a resolução de problemas sociais eminentemente brasileiros. Sá investiu na educação política popular no qual a população teria ela própria condições de produzir conhecimento sobre sua realidade e nela intervir. Seu conceito de comportamento baseia-se no entendimento de que o sujeito é necessariamente um ser histórico, social e verbal. Além disso, o conceito de contracontrole social indica uma transformação na sociedade, salientando o papel do comportamento verbal como veículo potencializador na mobilização para a transformação social.

  • Contemporaneamente, a História da Psicologia latino-americana tem se debruçado sobre os mecanismos de institucionalização da Psicologia e, nessa seara, a história dos cursos de graduação tem sido um objeto frequente. No caso brasileiro, entretanto, essa produção focaliza instituições e espaços específicos localizados, via de regra, nas regiões Sul e Sudeste do país. Assim, tornam-se prementes as investigações em História Regional, i.e., aquelas que consideram o desenvolvimento da Psicologia em outras localidades. Diante disso, esta investigação descreve e analisa demandas de criação do curso de graduação em Psicologia, instalado na Faculdade Dom Aquino de Filosofia, Ciências e Letras/Faculdades Unidades Católicas de Mato Grosso (FADAFI/FUCMT), em 1975. Além disso, são analisados aspectos de seu currículo de funcionamento. Este foi o segundo curso de Psicologia do estado de Mato Grosso e o único de Campo Grande, até 1999. Para atingir o objetivo proposto, esta pesquisa, circunscrita ao campo da História da Psicologia, possui como recorte temporal o período de formação da primeira turma (1974-1980) e utiliza fontes primárias textuais e orais. A interpretação das fontes, em face dos elementos contextuais de Mato Grosso à época, sugere a Missão Salesiana de Mato Grosso (MSMT) como vetor importante do desenvolvimento do Ensino Superior no estado. Além disso, nota-se uma estreita relação entre a conformação do curso de graduação investigado e o cenário de modernização alardeado no segundo e terceiro quartis do século XX, no país. Por fim, vê-se que o curso foi estabelecido de forma idiossincrática, atendendo a uma maioria de alunas, rememoradas como maduras e politizadas. Assim, apesar das limitações metodológicas do estudo, seus resultados auxiliam em uma compreensão ampliada da história da Psicologia no Brasil. Eles possibilitam, ainda, uma melhor compreensão das relações entre Igreja e Estado, no que tange ao estabelecimento dos cursos de Psicologia no país.

  • Historicamente, a Psicologia foi chamada a contribuir, por meio dos seus métodos e técnicas, no sentido de compreender os aspectos relacionados à tríade trabalhador-trabalho-sociedade, como também a propor intervenções, considerando o contexto político, cultural, econômico e social em que o trabalho se inseria. Com isso, para se entender as problemáticas, perspectivas e desafios atuais da Psicologia Organizacional e do Trabalho (POT), é importante e necessária uma compreensão histórica e contextualizada de como a Psicologia vem sendo construída, ao longo das décadas. A presente pesquisa visou descrever e analisar publicações vinculadas à Psicologia do Trabalho que foram veiculadas nos Arquivos Brasileiros de Psicotécnica (ABP), entre 1949 e 1968. O recorte temporal compreendeu os anos de trâmite da regulamentação da profissão de Psicologia no país, além de incluírem todo o período de existência dos ABP. Como referencial teórico-metodológico, utilizou-se dos recursos da Sociobibliometria e apropriou-se de estratégias da História Digital da Psicologia para se produzir uma História Crítica da Psicologia. Os resultados desta investigação sinalizam estudos e intervenções que levaram à compreensão dos impactos das transformações do Trabalho na vida do trabalhador, considerando aspectos produtivos, de saúde, qualidade de vida, relações sociais, entre outros vieses pertinentes à interação sujeito-trabalho. Todavia, a maior parte das investigações sinalizava o papel da Psicologia nas organizações e a utilização de seus métodos e técnicas para o desenvolvimento teórico e aplicado na investigação de habilidades e tendências de comportamento. Neste contexto, visavam o ajustamento do trabalhador às condições específicas dos cargos, bem como a possibilidade de promover condições para o seu desenvolvimento. Outro aspecto observado é que a aplicação dos conhecimentos científicos psicológicos, na área do trabalho, está associada à regulamentação da profissão de Psicólogo, com a sanção da Lei 4119 de agosto de 1962. Assim, historicizar a Psicologia Organizacional e do Trabalho, por meio de publicações da época, permitiu lançar luz sobre aspectos de seu desenvolvimento, os impactos na formação da identidade do psicólogo, bem como suas formas de atuação, no país.

  • Esta pesquisa objetivou descrever e analisar publicações veiculadas nos Arquivos Brasileiros de Psicotécnica, vinculadas à Psicologia Aplicada ao Trabalho, entre 1949 e 1968. Metodologicamente, é uma investigação em História Social da Psicologia que se apropria de estratégias de sociobibliometria e História Digital da Psicologia. Os resultados encontrados sugerem que a Psicologia esteve presente com estudos e intervenções à serviço das diretrizes desenvolvimentistas estabelecidas pelo Estado, e também contemplou o indivíduo e sua relação com o meio como eixo de estudos que repercutissem na vida do trabalhador, a partir da interação sujeito-trabalho. Assim, historicizar a Psicologia Aplicada ao Trabalho permitiu tatear contribuições de diferentes propostas teórico-metodológicas que viabilizaram novas perspectivas e repercutiram no desenvolvimento da própria Psicologia brasileira, em especial à voltada para o trabalho e as organizações, e que repercutiram na constituição da Psicologia enquanto profissão.

  • Nossa pesquisa tem como objetivo compreender o período inicial da trajetória intelectual de Celso Pereira de Sá, a partir da análise documental da dissertação e tese do autor, contextualizadas em sua trajetória de vida. Especificamente, visamos mapear os principais conceitos debatidos pelo autor tanto em sua dissertação quanto em sua tese; bem como, identificar a rede de autores com quem Sá debate nestes textos para verificar afinidades, apropriações e afastamentos; também debater aspectos biográficos de Sá correspondentes ao período de mestrado e doutorado do autor. A pesquisa é ancorada na perspectiva historiográfica, apropriando-se de contribuições da História Social da Psicologia, da História Intelectual e dos Intelectuais e na História Oral. Para tanto, utilizamos fontes primárias documentais e orais, que passaram por análise de seus conteúdos. Os resultados indicam que sua trajetória intelectual revela uma proposta singular: a proposição de uma Psicologia Social Comportamentalista Radical, capaz de operar criticamente sobre as contradições sociais brasileiras. Essa proposta consiste em uma interface entre a Análise do Comportamento e as Ciências Humanas, orientada por valores de justiça social, popularização do conhecimento e enfrentamento das desigualdades estruturais. Como consequência desta pesquisa, também foi notado o distanciamento de Sá das comunidades científicas comportamentais de sua época, o que pode refletir na maneira como Sá se apropriou de conceitos, discursos e convergências da maneira distinta da comunidade da época. Identificou-se ainda que Sá compreendia o contracontrole social não apenas como categoria descritiva, mas como instrumento político-pedagógico de emancipação, visível, por exemplo, em sua Cartilha de Contracontrole Social.

  • RESUMO Neste estudo, objetivou-se descrever e analisar a circulação de Saberes Psi - Psicologia, Psicanálise e Psiquiatria - na ‘Revista Brasileira de Enfermagem’ entre 1932 e 1988. Metodologicamente, é uma pesquisa historiográfica cujas fontes primárias foram 59 textos da referida revista que abordaram o conhecimento mencionado. Os resultados indicaram que os Saberes Psi eram objetos de interesse daquele coletivo que passou a divulgá-los no periódico e a introduzi-los nos currículos das escolas de enfermagem. Foram apropriados para compor o processo de conformação da enfermeira moderna por, pelo menos, três mecanismos: 1) ensino de psicologia voltado para a formação moral e comportamental da enfermeira; 2) ensino de psicologia, para sua capacitação na assistência ao doente, além da saúde do corpo; e 3) ensino de psiquiatria, para capacitar a enfermeira no cuidado com o adoecimento mental. Notam-se, portanto, os Saberes Psi circulando no coletivo de pensamento dos autores que publicavam na revista e, concomitantemente, coadunando com o estilo de pensamento Nightingaleano de formação da enfermeira considerada ideal. Logo, tais Saberes aludiram à conformação daquilo que seria considerada a enfermagem ‘moderna’ brasileira.

  • Descrever e analisar produções de enfermagem, no Brasil, que circularam na revista Annaes de Enfermagem, entre 1932 e 1988. Método: pesquisa historiográfica de cunho bibliométrico, cujas fontes primárias foram textos da referida revista, analisados de maneira mista: quantitativa e qualitativamente. Resultados: as análises indicaram número expressivo de publicações por autores anônimos; predominância de autoria feminina; relativa conexão entre as carreiras e as atuações das autoras e suas relações com a produção circulante nos Annaes; espaço exclusivo para enfermeiras diplomadas socializarem suas produções; e um esforço de definição da profissão, redefinindo-a como “moderna e científica”. Conclusão: as produções que circularam, no periódico, focalizavam qualificar a formação da enfermeira e institucionalizar leis que garantissem a defesa da classe profissional e de seus interesses socioeconômicos. As discussões representaram preocupações do coletivo de pensamento, ao eleger os “problemas de enfermagem” que conformavam sua profissionalização.

  • Pensar a Psicologia do tempo presente demanda olhares para a Psicologia do passado e as respectivas diversidades de suas áreas. Tal é a principal tarefa da psicóloga-historiadora. Historicamente, a Psicologia guarda estreitas relações com a Fisiologia, especialmente por meio das teorias comportamentais denominadas behaviorismos, sendo duas delas o condicionamento clássico de Ivan Petrovich Pavlov (1849-1936) e o condicionamento operante de Burrhus Frederic Skinner (1904-1990). O primeiro era fisiologista e o segundo desenvolveu seus estudos comportamentais a partir de um departamento de Fisiologia. Nesse sentido, estudos históricos na interlocução entre as duas áreas, mormente focalizadas nos behaviorismos, parecem promissores para ambas. No Brasil, um dos fisiologistas pioneiros em estudos de Fisiologia e comportamento foi o argentino naturalizado brasileiro Miguel Rolando Covian (1913-1992), que chegou ao país em 1955 e desenvolveu seus trabalhos na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, vinculada à Universidade de São Paulo (USP). Covian chamava de interrelação cérebro-mente o que contemporaneamente denomina-se neurociências comportamentais. Após seu falecimento, sua “herança” é atualmente denominada Coleção Miguel Rolando Covian e está acondicionada no Centro de Memória e Museu Histórico da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. Parte dessa coleção compõe as fontes primárias desta pesquisa arquivística. Ao todo, foram digitalizadas 1.082 páginas e tabuladas 704. As categorias para tabulação dos dados foram: tipo; autoria (nome e localização); destinatário (nome e localização); data; timbre do documento; pessoas mencionadas; fundos de financiamento; menções a teorias comportamentais; menções a modelos experimentais; resumo do conteúdo; forma de apresentação; e idioma. A amostra documental abriga diversas temáticas e, dentre estas, receberam destaque, nesta tese, (1) a relação mestre-discípulo entre Covian e Bernardo Alberto Houssay (1887–1971), seu orientador na graduação em Medicina; (2) a articulação de Houssay no fomento a intercâmbios de saberes entre grupos de pesquisa da América Latina, tanto entre si quanto com países do Norte Global, em especial os Estados Unidos da América; (3) as ações de financiamento estadunidenses aos grupos ligados a Houssay, principalmente via Fundação Rockefeller; e (4) as trocas de conhecimentos e práticas experimentais, com menções a teorias comportamentais. Os conteúdos apresentados via tabulação nesta pesquisa possibilitam pensar historiografias em variados campos, com destaque para as Neurociências Comportamentais, reafirmando Covian como um personagem promissor para a História das Ciências, em geral, e para a História da Psicologia, em especial.

  • Esta tese lança luz historiográfica sobre processos legais relacionados à regulamentação da formação e profissão de psicólogo, no país. O processo legal culminou com a aprovação da Lei nº 4119/62, cuja origem ocorreu a partir da década de 1930 e finalizou na década de 1970, com a promulgação de documentos vinculados aos Conselhos de Classe. Assim, o objetivo foi o de descrever e analisar o trâmite legal da regulamentação da Psicologia, no Brasil, entre 1950 e 1962. Particularmente, identificamos atores sociais e controvérsias quanto a aspectos da formação e do exercício profissional, quando do trâmite e regulamentação da Lei nº 4.119/62. A pesquisa está lastreada em análise documental e as fontes primárias são, prioritariamente, documentos legais componentes do Dossiê Legislativo da referida lei. Os resultados obtidos sugerem embates em torno de dois eixos centrais: as funções do psicólogo e a qualidade de sua formação. O primeiro apareceu nas controvérsias relacionadas ao fazer clínico da Psicologia que, nas fontes pesquisadas, apareceu concorrente à atuação da Medicina e da Assistência Social. Ainda nessa seara, houve intensos debates sobre aqueles que seriam reconhecidos como psicólogos, a partir da promulgação da lei supracitada. Isso se devia, novamente, ao que seria estabelecido como função prévia vinculada, necessariamente, a tal profissão. O segundo eixo referia-se ao estabelecimento de um currículo que, a partir da delimitação do que o psicólogo poderia – ou não – fazer, instituir-se-ia a partir de um conjunto de disciplinas que oportunizasse a formação para sua futura atuação. Destarte, notase que a regulamentação veio atender às “necessidades sociais” brasileiras (e.g., racionalização do trabalho, problemas escolares etc.), além de responder às crescentes demandas daqueles que já ocupavam os campos de atuação eminentemente psicológicos.

  • Este trabalho tem, como objetivo, descrever e analisar as produções e os conhecimentos de Enfermagem que circularam na revista Annaes de Enfermagem, entre 1932 e 1988, bem assim suas interfaces com os saberes Psi. Para isso, utilizamos, como fonte primária, textos que circularam na Revista Annaes de Enfermagem, no período selecionado. O recorte temporal se justifica, pois 1932 foi o ano de circulação do primeiro fascículo e 1988 foi o ano de implantação do SUS. A pesquisa se insere no campo da História das Ciências, na interlocução com a História da Enfermagem e a História da Psicologia à luz dos conceitos “estilo de pensamento” e “coletivo de pensamento”. Metodologicamente, é uma pesquisa historiográfica de cunho bibliométrico, cujas fontes primárias foram textos da referida revista, analisados de maneira mista: quantitativa e qualitativamente. Os resultados indicaram um número expressivo de publicações por autores anônimos; a predominância de autoria feminina; a relativa conexão entre as carreiras e as atuações das autoras e suas relações com a produção circulante nos Annaes; um espaço exclusivo para enfermeiras diplomadas socializarem suas produções e um esforço de definição da profissão. As produções cumpriram a função de dar visibilidade à Enfermagem brasileira considerada moderna, ou seja, profissionalizada pelas escolas. Os Saberes Psi eram objetos de interesse daquele coletivo, que passou a divulgá-lo, no periódico, e a introduzi-lo nos currículos das Escolas de Enfermagem. Foram apropriados para compor o processo de conformação da enfermeira moderna por, pelo menos, três mecanismos, a saber: (1) o ensino de Psicologia voltado para a formação moral e comportamental da enfermeira; (2) o ensino de Psicologia para a capacitação da enfermeira na assistência ao doente, além da saúde do corpo, i.e., um cuidado social e psíquico e (3) o ensino de Psiquiatria para capacitar a enfermeira no cuidado com o doente mental. O interesse, nesse campo, foi ao encontro do estilo de pensamento Nightingaleano de formação da enfermeira considerada ideal para confluir com a conformação à Enfermagem moderna brasileira.

  • A formação do psicólogo, sua profissionalização e regulamentação da Psicologia são temáticas recorrentes de pesquisas e discussões, no Brasil. Nessa direção, objetivamos identificar e caracterizar condições do campo científico-profissional da Psicologia que estiveram envolvidas no processo da regulamentação da profissão entre as décadas de 1940 e 1950. Metodologicamente, esta é uma pesquisa na interlocução entre História Social da Psicologia e a História do Tempo Presente. As fontes primárias foram prioritariamente aqueles presentes no Dossiê Legislativo vinculado à proposição da Lei nº 4.119/62. Os resultados indicam a existência de condições típicas das comunidades científico-profissionais (e.g., sociedades, revistas, exercício profissional, etc.) antes da referida regulamentação. Tais condições respondiam ao projeto de “modernização” nacional a partir de aplicações e da formação de “especialistas” em Psicologia. Assim, o que nos parece é que, para que profissão e a formação fossem legisladas, parte das condições necessárias para sua existência já estavam presentes no país.

Última atualização da base de dados: 02/07/2026 00:03 (UTC)