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  • Resumo: A produção de conhecimento relacionada ao periódico Psicologia: Ciência e Profissão envolve aspectos históricos e institucionais de grande complexidade. O texto historiciza a produção editorial seriada em psicologia em formato acadêmico, tematiza ordenamentos institucionais acadêmicos e editoriais em curso e recorre a artigos comemorativos do periódico para expor percursos e orientações adotadas. A variedade da experiência editorial do início de sua existência cede diante de forças acadêmicas, principalmente da consolidação da Pós-Graduação em Ciências Humanas e Sociais nas universidades como local historicamente privilegiado de produção de conhecimento regulada pelos processos massivos e minuciosos de avaliação e fomento implantados no país. A estabilização do formato acadêmico como padrão para a publicação, as forças indutoras tanto da pesquisa acadêmica quanto de sua circulação em periódicos e o elaborado conjunto de procedimentos demandados pelo cenário editorial contemporâneo exigem o debate permanente sobre as participação do Conselho Federal de Psicologia na produção de conhecimento e sobre os efeitos do periódico nas práticas profissionais.

  • Este texto apresenta debates relativos ao campo da Psicologia Social Comunitária (PSC) tomando como base suas produções textuais nas últimas duas décadas (1990-2010). O mapeamento do conjunto de artigos, teses, dissertações e livros produzidos sob o signo PSC foi o procedimento utilizado para problematizar o que tem sido realizado por este movimento que se constitui como uma das versões contemporâneas da Psicologia Social. Contextualizamos as produções a partir das mudanças de rumo da profissão e da reivindicação por uma nova direção para a Psicologia Social produzida em território latino-americano. A exposição está centrada em dois pontos principais: as vinculações teórico-epistemológicas da PSC e a caracterização do trabalho do psicólogo comunitário. Concluímos o artigo indicando que as reflexões em torno da diversidade das vinculações teórico-epistemológicas e da tentativa de unificação da PSC nublaram a análise do problema central dos efeitos de sua prática e de seus compromissos éticos e políticos. , RESUMEN Este articulo presenta debates sobre el campo de la Psicología Social Comunitaria (PSC) utilizando producciones textuales de las últimas décadas (1990-2010) como base de pesquisa. El mapeo del conjunto de la producción bajo el signo del PSC fue el procedimiento empleado para hablar de lo que ha hecho este movimiento que es una de las versiones contemporáneas de la psicología social. Contextualizamos las producciones a partir de los cambios en los rumbos de la profesión y de la reivindicación de una nueva dirección para la psicología social producida en territorio latinoamericano. La exposición se centra en los enlaces teóricos y epistemológicos de la PSC y la caracterización del trabajo del psicólogo comunitario. Se concluye que las reflexiones sobre la diversidad de los enlaces teóricos y epistemológicos y el intento de unificar el PSC nublaron el análisis del problema central de los efectos de su práctica y de sus compromisos éticos y políticos. , ABSTRACT This paper presents discussions on the field of Community Social Psychology (CSP) based on textual productions done over the last decades (1990-2010). The mapping of the set of articles, theses, dissertations and books produced under the CSP sign was the procedure used to discuss what has been done by this movement that has been conceived as one of the contemporary versions of Social Psychology. Those productions are contextualized considering the changes in the course of the profession and the demand for new direction for Social Psychology produced in Latin American territory. The exposition is focused on the theoretical and epistemological bindings of the CSP and the depiction of the community psychologist work. We conclude the work indicating that the diversity of theoretical and epistemological bindings of CSP and the attempt to unify it disregarded the central problem of the effects of their practice and their ethical and political commitments.

  • O objetivo deste estudo foi analisar as técnicas, saberes e práticas tidas como psicológicas no Rio de Janeiro da Primeira República (1889-1930). Nesse sentido, pautou-se por uma metodologia que priorizou o levantamento de fontes bibliográficas primárias (artigos, livros e relatórios técnicos de época). Constatou-se, como resultado da pesquisa empreendida, que ocorreram aproximações e convergências entre áreas da psicologia aplicada que, posteriormente, iriam ocupar institucionalmente espaços bem separados. Assim, verificou-se que a designação de dado saber, prática ou técnica configurada como "Psicologia" não foi sempre configurada em áreas de aplicação independentes. Nessa perspectiva, segue uma linha diversa de abordagens históricas que primam por setorizar práticas psicológicas, sendo a principal contribuição do artigo para o campo da história da psicologia justamente a de mostrar que uma eventual “História da Psicologia do Trabalho”, no período investigado, não era absolutamente distinta de áreas, hoje classificadas, como as da “História da Psicologia Clínica”, ou da “História da Psicologia Escolar”.

  • O texto visa apresentar possibilidades de uso da Filosofia da Linguagem de Bakhtin na análise de documentos, na pesquisa em história da psicologia e em outros campos. Observa-se que as proposições bakhtinianas não devem ser utilizadas como um conjunto de regras fixas e imutáveis a serem aplicadas a um objeto visando encontrar seu enunciado, visto que sua proposta envolve indeterminação, duplicação e ambiguidade. Assim, em cada investigação o caminho e o objeto devem ser construídos. O texto apresenta, de forma concisa, não só as idéias centrais da Filosofia da Linguagem, mas também as questões de autoria, temas e formas discursivas, bem como os riscos das formas de tematização estática e/ou deslocada.

  • O texto apresenta uma crítica a abordagens historiográficas encontradas algumas vezes no Brasil em que são aplicadas perspectivas e análises teóricas desenvolvidas em outros lugares, principalmente na França, sem a devida atenção às condições específicas de emergência e constituição de determinados campos de saberes em nosso país. Neste sentido, apóia-se na perspectiva dialógica de Bakhtin de que a análise de um dado conjunto de relações não pode ser expropriada de seu entorno original. Esta proposição bakhtiniana é complementada com a feliz expressão de Schwarz, de “idéias fora do lugar”. Com estes autores, procede-se a dois estudos de caso, a criação de um hospício em Campos, interior do Rio de Janeiro, e o laudo psiquiátrico de Febrônio Índio do Brasil, personagem exemplar da junção Direito e Psiquiatria em nossa realidade. Considera-se que a análise destes dois casos torna clara a necessidade de atenção às contingências dos acontecimentos para sua análise adequada.

  • Nesse artigo, pretendemos trazer à cena um dos mais originais intérpretes do Brasil – Manoel Bomfim. Como voz dissonante no cenário intelectual do início do século XX, o autor foi original ao afirmar que nossas mazelas teriam sido construídas historicamente nas relações vigentes desde a colonização do continente latino-americano em contraposição aos argumentos que valorizavam o determinismo biológico ou geográfico.

Última atualização da base de dados: 16/07/2026 00:05 (UTC)