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O capítulo versa sobre memórias da implantação da Psicologia como ciência em Moçambique, desde a perspectiva política, passando pelas primeiras sinalizações das práticas em diferentes contextos e campos de atuação, pelo movimento de criação de primeiros programas de formação dos profissionais de Psicologia para responder à demanda em diferentes sistemas, e pelo exemplo da saúde e da educação. O histórico mostra que a década de 1960, categorizada como de regime colonial, é a referência na construção de memórias da Psicologia moçambicana, visto ter sido nesse período que ela foi reconhecida e introduzida às suas práticas, com a entrada no país de profissionais expatriados e oriundos da cooperação estratégica e bilateral com os outros países. Essas memórias são resultado das consultas realizadas com psicólogos e profissionais de diferentes áreas afins (a exemplo de professores e enfermeiros), os quais também se sentiram obrigados, no período da guerra – que se estendeu por muitas décadas – a manter contato direto com as populações com vista a garantir uma intervenção primária de fórum psicológico e de bem-estar. Esses profissionais foram considerados os primeiros psicólogos pela forma como se engajaram em diferentes frentes no contexto político-social para dar suporte e respostas em momentos de crises de fórum emocional. Hoje, o cenário estrutural da classe mostra uma significativa transformação no seio dos profissionais, embora ainda se observem desafios para garantir uma identidade transversal e mais consolidada para prover serviços focados na saúde psicológica em prol da sociedade moçambicana e em diferentes contextos. , Abstract: This chapter explores the development of Psychology as a science in Mozambique, tracing its evolution from political foundations to its early practices across various contexts and professional fields. It highlights the movement to establish the first education programs for psychology professionals in response to growing demands in sectors such as health and education. The 1960s—still under colonial rule—are identified as a foundational period in the history of Psychology in Mozambique, marking the arrival of expatriate professionals and the establishment of practice via strategic and bilateral cooperation with other countries. These historical recollections are based on consultations with psychologists and professionals from related fields (like teachers and nurses) who, especially during wartime, assumed responsibilities for providing primary psychological support and well-being promotion. These individuals effectively became the first psychologists through their involvement in addressing emotional crises within the broader political and social landscape. Today, the professional landscape has significantly evolved, though challenges remain in consolidating a unified professional identity capable of delivering psychological services across various sectors for the benefit of Mozambican society. , Resumen: Este texto aborda memorias de la implementación de la Psicología como ciencia en Mozambique desde la perspectiva política hasta los primeros indicios de prácticas en diferentes contextos y campos de acción, pasando por el movimiento de creación de los primeros programas de formación de profesionales de la Psicología para responder a la demanda en diferentes sectores, como la salud y la educación. La evidencia histórica muestra que la década de 1960 catalogada como un régimen colonial es un referente en la construcción de la memoria de la Psicología mozambiqueña, ya que fue el período en que se reconocieron y se introdujeron sus prácticas con la llegada al país de profesionales expatriados y provenientes de la cooperación estratégica y bilateral con otros países. Estas memorias son el resultado de consultas realizadas con psicólogos y diversos profesionales de áreas afines (como docentes y enfermeros), quienes se sintieron obligados a mantener –durante el período de guerra, que se mantuvo por muchas décadas– contacto directo con la población, con el fin de garantizar una intervención primaria en el ámbito psicológico y el bienestar. Estos profesionales se consideraron los primeros psicólogos por su participación en diferentes ámbitos del contexto político y social para brindar apoyo y respuestas en tiempos de crisis emocional. Hoy en día, el panorama estructural de la clase muestra una transformación significativa dentro de la profesión, aunque aún se observan desafíos para asegurar una identidad transversal y más consolidada que brinde servicios centrados en la salud psicológica en beneficio de la sociedad mozambiqueña y en diferentes contextos.