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Resultados 204 recursos
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A pesquisa analisa o desenvolvimento das definições de Psicologia no seio de diferentes áreas de estudo na cultura brasileira do século XIX (Filosofia, Medicina, Pedagogia, Teologia Moral). A pesquisa é baseada na leitura de documentos históricos (por exemplo, currículos e manuais utilizados em importantes escolas brasileiras do século XIX). Nos documentos aparece uma grande quantidade de palavras e expressões para denominar o universo dos conhecimentos psicológicos. Essa diversidade revela a dispersão dos conhecimentos psicológicos em diferentes áreas do saber da época. Ao mesmo tempo, aparece nos documentos a necessidade de desenvolver novos recursos conceituais e lingüísticos para definir o dominínio dos estudos psicológicos, fato esse que representa um sinal claro da tentativa de tornar este domínio uma disciplina autônoma.
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O artigo descreve a contribuição de um médico iluminista, Francisco de Mello Franco (1757-1822), Ã evolução dos conhecimentos psicológicos no âmbito da cultura brasileira do fim do período colonial. De maneira específica, são analisadas algumas obras desse autor: o Tratado sobre a Educação Física dos Meninos (1790), a Medicina Theológica(1794) e os Elementos de Hygiene (1813). Nelas, Mello Franco, inspirando-se na Medicina francesa do século XVIII, tenta propor uma Ciência do homem como um todo - incluindo também os aspectos psicológicos - e uma visão materialista do mesmo.
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O artigo descreve e analisa os conhecimentos psicológicos elaborados e transmitidos na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, no século XIX. Os documentos utilizados para a pesquisa säo dissertaçöes, teses, artigos e livros produzidos por alunos e docentes da Faculdade, na época considerada. A leitura desse material evidencia o significado e a relevância que o estudo da subjetividade humana assume nesse contexto. De forma específica, säo discutidas as definiçöes atribuídas a essa área de interesse pelos autores e os métodos propostos seja para o estudo dos fenômenos psíquicos, seja para a terapia dos fenômenos psicopatológicos
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O artigo apresenta a contribuição de Biagio Pelacani da Parma (1347-1416), filósofo, astrólogo e matemático do século XVI, no âmbito da História das Idéias Psicológicas. Biagio, que foi docente nas mais prestigiosas universidades italianas da época, escreveu vários tratados, entre os quais um comentário ao texto aristotélico "De Anima" (1385) e as "Quaestiones de Optica" (1390). O interesse desses dois textos para a História das Idéias Psicológicas está no fato do autor propor neles uma visão de homem e um esboço de Psicologia inspiradas num racionalismo materialista e fundadas numa concepção astrológica determinista. Nessa abordagem, a Psicologia é considerada como parte do domínio da Filosofia Natural e não da Ética ou da Teologia.
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O artigo analisa os projetos legislativos apresentados por intelectuais e políticos brasileiros do século XIX propondo a inserção da "Psychologia" (ou de conhecimentos psicológicos) nos currículos escolares de várias instituições educacionais do País. Alguns fatores característicos emergem na leitura de tais documentos: a falta de realismo que permeia muitas propostas legislativas, a tendência à imitação acrítica de modelos estrangeiros; a influência determinante das mudanças ideológicas sobre a organização dos currículos de estudos. Tais aspectos marcam a introdução da psicologia como disciplina institucional, no âmbito do sistema escolar brasileiro do século XIX.
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O objeto do trabalho é a Psicologia transmitida e elaborada nos Seminários das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, no século XIX (até 1870). O material documentário, levantado nos acervos de tais instituições e considerado interessante para a pesquisa, é descrito segundo um plano de análise baseado em conceitos próprios dos conhecimentos psicológicos da época.