A sua pesquisa
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O propósito deste trabalho foi examinar, de um ponto de vista histórico, as relações existentes entre modernização urbana e o desenvolvimento da Psicologia em Natal, capital do estado do Rio Grande do Norte. Considerando as mudanças ocorridas no espaço, na cultura, e na vida cotidiana, descrevemos a inserção da Psicologia nas seguintes instituições: 1) Escola Normal de Natal, Ateneu norteriograndense e a Escola Doméstica; 2) instituições médicas que desenvolveram na cidade o uso de tecnologias psicológicas como os testes de inteligência, principalmente os centros psiquiátricos; 3) A Escola de Serviço Social, primeira instituição de ensino superior regular do Rio Grande do Norte, que introduziu o ensino de Psicologia durante o período de 1945-1965 como disciplina acadêmica de preparação universitária; 4) O Centro de Psicologia Aplicada, primeira instituição psicológica do estado, criada em 1965, que desempenhou um importante papel na disseminação da tecnologia psicológica (testes de inteligência e personalidade, orientação vocacional, psicodiagnóstico e seleção profissional). O processo de modernização da cidade, na década de oitenta, passou a se configurar como uma "urbanização turística", transformando Natal em uma "Cidade do Prazer", em que o hedonismo e o narcisismo passaram o ser os valores determinantes do novo estilo de vida do natalense. Neste contexto foi criado o curso de Psicologia da universidade Federal do Rio Grande do Norte. A abordagem hegemônica no treinamento profissional do curso era a Psicologia humanista de Carl Rogers, uma abordagem acrítica e não-histórica. A instalação de Shopping Centers e redes internacionais de supermercado anunciavam o início de uma moderna cultura de consumo em Natal. O processo alienante de subjetivação que os meios de comunicação de massa introduziram na cidade foram reforçados pela prática psicológica acrítica predominante.
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Esta tese objetiva construir uma narrativa sobre os primórdios da Psicologia do Esporte através da análise da inserção da Psicologia em periódicos de Educação Física dos anos 1930 a 1960. O texto discorre sobre as apropriações do saber psicológico, seus conceitos e teorias no universo dos primeiros periódicos da Educação Física no Brasil, caracterizando o percurso de construção de mais uma especialidade na Psicologia, a Psicologia do Esporte. Por se tratar de uma análise documental, investigamos fontes e documentos escritos, brasileiros e de domínio público, de caráter acadêmico apresentados em periódicos especializados ou governamental no formato de leis, decretos, estatutos. Analisamos tais documentos como práticas discursivas, pois envolvem diversos elementos, distribuídos de forma harmônica ou não, localizados historicamente, no tempo e no espaço, produzindo seus efeitos. A análise dos dados permitiu averiguar a construção de sentidos que os interessados em Educação Física fazem em relação ao campo psicológico. Concluímos que o percurso de construção da Psicologia do Esporte perpassa outros profissionais, como médicos, militares, educadores físicos e psicologistas, interessados em conhecer melhor os fenômenos humanos diante da prática de atividade física e dos esportes, caracterizando-se em duas fases, psicologia complementar (1930-1940) e prática psicológica (1950-1960). Sem dúvida, caracterizam uma construção gradativa da Psicologia do Esporte como a conhecemos hoje
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O estudo ora apresentado tem como objetivo mapear os discursos de intelectuais referentes à internação da infância entre 1900 e 1929, identificar e problematizar os usos de saberes científicos conectados com a Psicologia produzida no período. Partimos da hipótese do uso de saberes psicológicos na construção de conhecimentos que subsidiaram a institucionalização da infância no início do século XX. O período escolhido compreende um momento histórico de consolidação e expansão da política de institucionalização da infância, materializada na construção de espaços específicos de internação para esta população e a promulgação de leis para o trato dessa questão. Para a consecução do objetivo supracitado recorremos à leitura e à análise de fontes primárias, sendo estas o estudo de Franco de Vaz, Infância Abandonada, publicado em 1905 (Vaz, 1905); Um problema gravíssimo: Colônias Correcionais e Tribunais de Menores, publicado em 1916 (Britto, 1916/1959); As leis de menores no Brasil (páginas de crítica e doutrina), do ano de 1929 (Britto, 1929/1959); os relatórios do Ministério da Justiça e Negócios Interiores entre os anos de 1900 e 1928; e fontes secundárias acerca da História da Psicologia e História da Infância. As fontes analisadas apontaram para a construção de um conhecimento que justificava e aprimorava a institucionalização enquanto medida do estado frente à infância considerada problema social. Elementos como a observação e a análise da família do infante internado e a individualização da medida foram entendidos como uma forma de produzir a regeneração. Conhecimentos psicológicos estiveram presentes na organização e sustentação científica destes discursos, servindo para corroborar, defender, aprimorar e consolidar a internação como medida principal do Estado. Por outro lado, a Psicologia também foi utilizada para limitar o uso da internação e legitimar outras medidas, extra-muros. A partir do material em análise, vimos a importância deste contexto de tentativa de resolução do problema da infância enfrentado nas primeiras décadas do século XX no Brasil, na produção da Psicologia enquanto ciência e do conhecimento psicológico, assim como o papel da Psicologia na configuração das medidas propostas e utilizadas pelo Estado no trato da infância.
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Num contexto onde professores e diretores de escolas públicas se queixavam da indisciplina de seus alunos e encontravam dificuldades para enfrentá-la, desenvolveu-se uma pesquisa-ação com o intuito de, conhecendo as versões dos pais, professores e alunos sobre o fenômeno, assim como suas idéias sobre as causas e sugestões para solucioná-las, poder desenvolver alternativas afim de o psicólogo trabalhar com os personagens envolvidos, a partir de outro olhar sobre o problema. O trabalho realizou-se durante dois anos, através de entrevistas individuais e em grupos com pais, professores e jovens de quatro escolas públicas, que haviam pedido a ajuda do psicólogo para enfrentar a indisciplina de seus alunos. Partimos da teoria de Winnicott, que discute o homem no mundo e postula a existência do espaço potencial, para a elaboração do método e para compreender o sentido das histórias comunicadas. As interpretações de "indisciplina" como manifestação de tendência anti-social, tendo origem em uma privação, assim como expressão de resistência à vigilância e à punição praticadas pela escola, revelaram-se insuficientes para a compreensão de todos os casos. Pais, alunos e professores comunicaram necessidades psíquicas que buscavam, através de atos de indisciplina, serem satisfeitas no âmbito escolar. Avançando com outros autores de linha materialista histórica, podem-se entender tais atos de indisciplina como comunicações positivas e criativas, de indivíduos que buscam a participação na escola, segundo suas concepções e necessidades, e que revelam, também, uma tentativa de objetivação - ou seja, de manifestar a subjetividade - num contexto cuja tendência é a objetificação - isto é, transformar as pessoas em coisas.
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Essa dissertação tem como objeto de estudo e reflexão as histórias das práticas de intervenção de psicólogos no campo da educação. O psicólogo é o especialista convocado para solucionar os problemas da aprendizagem, legitimando uma formação referenciada no paradigma do sucesso, patologizando o processo educativo e produzindo novas modalidades de exclusão social e controle subjetivo. Diante da diversidade dos fenômenos contemporâneos que envolvem o trabalho na educação, a serviço de que está o trabalho do psicólogo na escola? Por política de individualização da subjetividade entende-se o que Guattari denominou de sistemas modelizantes de fabricação subjetiva. Analisamos algumas produções contemporâneas de subjetividades individualizadas, excessivamente massificadas no cotidiano escolar: a inclusão, o bullying, a medicalização e o burnout. A Análise Institucional foi a referência metodológica utilizada nessa dissertação, que associada a pesquisa histórica contribuiu na composição das linhas de produção do saber psicológico dentro do espaço escolar e na interlocução com diferentes teóricos - especialmente Foucault, Guattari, Boaventura e Frigotto. Problematiza-se a naturalização do saber psicológico na educação, através de um breve histórico do que a psicologia construiu neste campo. Na medida em que entendemos escola como uma instituição, afirmamos que há uma circulação de sentidos e simbolismos no cotidiano que remete a práticas historicamente institucionalizadas. A pesquisa de campo foi realizada no Programa Interdisciplinar de Apoio as Escolas (PROINAPE), vinculado a Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro (SME/RJ), que conta hoje com aproximadamente noventa psicólogos trabalhando em escolas desse município. O PROINAPE representa a reinserção de psicólogos intervindo diretamente na dinâmica cotidiana da escola. São descritas suas práticas, os tipos de demandas que atendem, para que são convocados e que contradições vivenciam. Por fim, quatro analisadores presentes nas práticas de intervenção dos psicólogos vinculados ao PROINAPE, são levantados e discutidos. Conclui-se que a produção de subjetividades individualizadas está relacionada a um projeto de sociedade, que necessita da educação para reprodução de sua lógica. O psicólogo que atua na educação é um profissional implicado politicamente nesse cenário. No entanto, apontamos os desvios, as disrupturas, as tensões e equívocos, que constituem o campo privilegiado de intervenção do psicólogo com vistas à transformação da lógica social e econômica dominante.
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Uma das lacunas na história da psicologia tem sido a escassez no exame da reflexão filosófica e teológica, e de sua influência sobre a psicologia moderna. O presente trabalho teve como objetivo realizar uma análise histórica preliminar sobre a psicologia intelectualista, bem como da contraposição voluntarista a ela, e analisar sua influência sobre algumas teorias acerca do pensamento na psicologia moderna: os behaviorismos de Watson e de Skinner, alguns autores cognitivistas, e a teoria sócio-histórica de Vygotsky. Para a análise da tradição intelectualista foram selecionados alguns filósofos e teólogos do período clássico da antiguidade (Sócrates, Platão e Aristóteles), da patrística cristã (Agostinho), da escolástica (Anselmo e Tomás de Aquino), da Reforma Protestante (Lutero e o Calvinismo), e da modernidade (Descartes). Ao final da análise, foram sintetizadas as principais características da tradição intelectualista e da contraposição voluntarista. Tais características foram comparadas com as teorias da psicologia moderna sobre pensamento, com objetivo de investigar a influência do intelectualismo sobre tais teorias, bem como as alternativas que elas apresentaram a essa tradição. Verificou-se que algumas das principais características da tradição intelectualista foram: o referencialismo, o universalismo dos processos psicológicos, a não ênfase no ambiente, a noção de um homem excessivamente premeditador da ação, uma profunda vinculação entre pensamento e afeto, e a análise do pensamento no contexto de uma antropologia filosófica. As principais conclusões do presente trabalho são que todas as teorias psicológicas sobre pensamento analisadas foram, em algum grau, influenciadas pelo intelectualismo. Dentre as teorias analisadas, as que mais se aproximaram da tradição intelectualista foram as teorias cognitivas. Em todas as teorias há algum grau de tentativa de superação do intelectualismo. No behaviorisno radical, uma das tentativas de superação é a valorização da interação do organismo com o ambiente. Na teoria sócio-histórica, uma tentativa de superação deu-se com uma teoria genética para a origem ontogenética e filogenética do pensamento e em uma proposta de historicidade para os processos psicológicos. Conclui-se também que a tradição intelectualista apresenta contribuições para a psicologia moderna: a vinculação entre pensamento e afeto e a análise do pensamento dentro de uma antropologia filosófica.
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Neste trabalho, objetivamos mapear as produções textuais da Psicologia Social Comunitária (PSC) no Brasil entre os anos de 1990 e 2010. Nosso material de análise foi o conjunto de suas publicações neste período no formato de artigos, livros, teses e dissertações. Contextualizamos essa discussão a partir de dois pontos principais: a trajetória da Psicologia Social e os caminhos da profissão de psicólogo no Brasil. Além disso, apresentamos o percurso histórico da PSC nos continentes norte e latino-americanos e destacamos algumas experiências deste campo no país entre os anos de 1970 e 1990. No contato com o material, selecionamos como principais pontos de discussão: a consolidação da PSC como um campo disciplinar; as vinculações teórico-epistemológicas da PSC; o conceito de comunidade; a caracterização do trabalho do psicólogo comunitário e a defesa de sua especificidade; e os objetivos de suas intervenções. Ao realizarmos este mapeamento, foi possível historiar os argumentos produzidos por autores da PSC em busca de uma identidade para a área e problematizar a ênfase na oposição entre uma Psicologia latina e uma norte-americana como recurso estratégico dessa afirmação identitária. A partir da análise dos pontos de discussão, apontamos, também, para a fragilidade dos limites desse campo que nos parece tão heterogêneo e disperso.
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Esta pesquisa abordou o processo de profissionalização do psicólogo no Brasil na década de 1960. Tal processo foi efeito das articulações estabelecidas na unificação e regulação do exercício profissional por todo o país. A constituição da psicologia como ciência e profissão foi permeada por discursos e práticas que atravessavam as atividades experimentais e de aplicação de tal saber. A profissionalização foi efeito provisoriamente estabelecido num embate de forças efetuado entre controvertidas versões. O resultado foi a fabricação de um especialista e técnico em aplicações psicológicas e a estabilização da proposta em psicologia experimental. Tal resultado ampliou a rede de constituição da psicologia como profissão através da multiplicação das controvérsias.
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A contribuição de Christian Wolff (1679-1754) para a história da psicologia, particularmente de sua Metafísica Alemã (1720), ainda é significativamente mal compreendida tanto no panorama geral da historiografia da psicologia quanto na literatura especializada no pensador. Tendo isto em vista, o objetivo do presente estudo é descrever e analisar a concepção wolffiana de psicologia presente na Metafísica Alemã. Após uma breve contextualização histórica, é oferecida uma descrição dos conteúdos empíricos e racionais da disciplina, incluindo sua relação com as demais matérias da metafísica. Em seguida, propõe-se uma análise baseada em questões levantadas pela literatura secundária. Em geral, defende-se a existência de uma importância especial da Metafísica Alemã dentro do pensamento psicológico de Wolff, independentemente de seus demais escritos psicológicos, assim como sua relevância para o desenvolvimento, já no século XVIII, de uma noção de psicologia científica, contrariando teses tradicionais em historiografia da psicologia.
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O trabalho tem como objetivo esclarecer as relações históricas entre a psicologia, mais especificamente a Psicologia Social, e a Comunicação de Massa. Pouco se tem publicado acerca das contribuições trocadas por estas áreas de pesquisa ao longo da primeira metade do século XX, período em que se observa significativa aproximação mútua, em especial entre os anos 1920 e 1950. No intento de trazer a lume tais conexões, foi realizada para a confecção desta dissertação pesquisa bibliográfica que possibilitou recontar a história das duas principais perspectivas de pesquisa em comunicação de massa no período, quais foram, a Mass Communication Research e a Teoria Crítica da Escola de Frankfurt, e apontar suas posições como também participantes de tradições distintas em Psicologia Social. Endossa a argumentação, a análise de dois textos especiais, aqui tratados como documentos primários: Os efeitos dos meios de comunicação de massa , de Carl Hovland (1954), e Sobre música popular , de Adorno e Simpson (1941). Em ambos os textos podem ser encontradas evidências de que os métodos da Psicologia Social foram frequentemente tomados de empréstimo para o estudo dos fenômenos observados em Comunicação de Massa
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Este trabalho pretendeu contribuir para a historiografia da Psicologia no Brasil, a partir da memória de profissionais de psicologia que iniciaram, na década de 1970, atividades de psicologia nos serviços públicos municipais de Campinas SP. Buscou-se estabelecer conexões entre o contexto histórico de Campinas e do país e o início das atividades de psicologia na cidade. A pesquisa consistiu no levantamento de fontes documentais, na transcrição e na interpretação de depoimentos de psicólogas que em sua maioria ainda se encontram vinculadas ao serviço público municipal. Foram adotados os procedimentos da História Oral e, na análise das entrevistas, buscou-se a perspectiva histórica dos relatos, partindo da imagem que cada entrevistada possui de sua própria trajetória e do serviço público, para elaborar uma versão para a História da Psicologia no serviço público municipal. A análise de depoimentos colocou em evidência a trajetória das entrevistadas, as atividades de psicologia desenvolvidas, o campo de atuação
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A carência de estudos históricos sobre a psicoterapia, levou-nos a pesquisar o que tem sido a escrita dessa história no Brasil, ao longo do tempo. Tendo como fontes primárias artigos publicados em 23 periódicos brasileiros, que trazem o tema psicoterapia, terapia e terapêutico(a), no período compreendido entre 1955 e 2010, encontramos 532 artigos trazendo os descritores, 197 deles com dados históricos para a psicoterapia. Realizamos dois levantamentos: o primeiro considerou o período entre 1994 a 1999 seguindo o artigo de Teixeira e Nunes (2001), Psicoterapia: Uma História Sem Registro e o segundo expandiu o período da pesquisa, de 1955 a 1993 e 2000 a 2010, nos mesmos 23 periódicos. Nos 197 artigos escrevem 266 autores. No período 1994 1999, 33% dos autores são psiquiatras, 18% de outros autores seguem a abordagem psicanalítica e os 51% restantes distribuem-se em outras perspectivas. Ao longo de 48 anos, segundo levantamento, a preponderância do número de autores é da psicanálise e da psiquiatria, aparecem também, com presença significativa, a fenomenologia e a abordagem centrada na pessoa, tendo-se percebido crescimento significativo das linhas cognitivo comportamental. Constatou-se que a leitura de artigos completos permite encontrar informações sobre uma história da psicoterapia. São nomes de pessoas ou de eventos associados à psicoterapia ou a práticas interpretadas como próprias ou próximas ao que se tem chamado de psicoterapia. No final, considerando a dificuldade de se encontrar definições de psicoterapia nos artigos estudados, buscamos definições em dicionários, entre elas, a definição da American Psychological Association (APA), do Conselho Mundial de Psicoterapia, do Conselho Federal de Psicologia e uma que difere de todas, a do dicionário de Ontopsicologia. A partir de uma rápida análise das definições, constata-se que não existe um consenso sobre o que é Psicoterapia e discute-se se é possível uma história da psicoterapia
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A presente dissertação tem como objetivo contribuir para a história da Psicologia Social brasileira, através da análise da obra Introdução à Psicologia Social, de Arthur Ramos de Araújo Pereira (1903 - 1949), pertencente à produção bibliográfica na área, na década de 1930. Arthur Ramos, além médico e antropólogo, foi um estudioso em diversas áreas principalmente em psicanálise e psicologia, o que o levou a ministrar, em 1935, aulas de psicologia social na recém formada Universidade do Distrito Federal, então no Rio de Janeiro, cujo resultado foi, em 1936, o livro aqui analisado. Além de uma biobibliografia do autor, o texto traz a análise realizada, que incidiu principalmente sobre os temas selecionados para compor o livro e sua relação com as pesquisas e livros que eram produzidos à época, através de um estudo das referências bibliográficas, que por serem numerosas, colocam o livro na categoria de compêndio. Considerações sobre a década encerram o trabalho, mostrando Arthur Ramos como um médico "interessado no comportamento humano" (Ramos, 1945) e um "intelectual de sua época" (Miceli, 1979), sendo portanto, sua maior contribuição para a área, a difusão, em língua portuguesa, do conhecimento produzido até então, especialmente pela psicologia social norte-americana. Assim sendo, procurei investigar a importância de tal livro e de seu escritor para uma época quando o objeto de estudo e da psicologia social ainda não estava definido e, por isso, não havia uma definição clara quanto a que área ela pertencia: psicologia ou sociologia. Estou certa de que este estudo que realizei é apenas introdutório, pois ainda há várias questões a serem respondidas em relação às contribuições do livro e do autor para esta área.
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A eugenia, ciência fundada por Francis Galton, no século XIX, procurava estabelecer as condições ideais de reprodução humana, visando o melhoramento racial pela a progressiva extinção dos degenerados e com a estimulação da reprodução dosindivíduos bem dotados fisica, moral e mentalmente. Seu programa foi amplamente aceito e incorporado pelos intelectuais brasileiros, sobretudo pelos psiquiatras, entre eles, Franco da Rocha, Antonio Carlos Pacheco e Silva, Ernani Lopes, lnácioda Cunha Lopes, entre outros, no começo do século XX. Alguns psiquiatras criaram a psycho eugenia - tema de nossa pesquisa -, prática que, através do trole de nascimento dos "degenerados mentais", procurava melhorar as qualidades psicológicas da"raça brasileira. Esta apropriação fundamentou uma das principais estratégias de ação da psiquiatria profilática e da emergente psicologia científica, naquele momento um ligada à medicina. Neste estudo historiográfico, objetivamos discutir aapropriação dos pressupostos eugênicos pelos saberes psicológicos no Brasil, bem como as idéias eugênicas merentes a estes saberes, fatos que fundamentaram práticas legalizadas como internações eugênicas; controle imigratório; desaconselhamentode casamentos interraciais etc. Focalizamos nosso trabalho no estado de São Paulo, devido às preocupações com a onda imigratória que este estado recebia, o que poderia, segundo a perspectiva eugênica, degradar o nível mental e o padrãocomportamental dos seushabitantes. Os dados foram colhidos de periódicos específicos de medicina, eugenia, psiquiatria e psicologia produzidos no estado de São Paulo entre 1900 e 1940
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O propósito deste trabalho é o de lançar a psicologia humanista brasileira no debate contemporâneo sobre as questões atuais dos processos de subjetivação. Ciente dos riscos que aguarda qualquer um que queira considerar a psicologia humanista de um modo geral - tendo em vista, evidentemente, a pluralidade de autores que declaradamente participam dessa vertente teórica - achei mais prudente considerar os escritos de um autor específico. Desse modo, nesta tese, discutirei em particular a proposta de Carl Rogers. Pretendo fazer algumas considerações históricas sobre a proposta clínico-teórica desse autor no contexto das psicologias existentes no Brasil. A tese principal que mais adiante estará sendo apresentada é de que essa proposta clínica e teórica de psicologia está, desde o seu surgimento, comprometida tanto com esforços de moralização e normalização da conduta dos indivíduos, através do exercício de formas de subjetivação que aliam sujeição e disciplina, quanto com propostas e esforços buscando a emancipação e a liberdade; estes dois pólos contraditórios caracterizam os indivíduos que vivem no mundo moderno e contemporâneo, entre os quais nos debatemos, tendendo, ora para a sujeição, ora para a liberdade. Desenvolvo minhas reflexões em torno da idéia das resistências que os sujeitos elaboram para fazer face aos processos de normalização e de disciplinarização. Em síntese, o trabalho, que será aqui apresentado visa à realização de uma revisão do contexto histórico e cultural que possibilitou o surgimento da psicologia humanista e da concepção de homem que sustenta, particularmente, a proposta rogeriana. Penso ser indispensável trabalhar essas questões, antes mesmo de nos aprofundarmos em quaisquer outras discussões dentro dessa abordagem em psicologia.
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Inserido na linha de pesquisa Formação e Profissionalização Docente e movido pela necessidade de sistematização da história da psicologia em Goiás, o trabalho objetivou, partindo de uma perspectiva historiográfica, reconstituir os saberes, as práticas e os discursos psicológicos que contribuíram para a constituição da psicologia científica em Goiás. Para o alcance desse objetivo, procurou-se compreender as raízes da psicologia no Brasil nos períodos colonial e imperial, assim como o processo de desenvolvimento dessa ciência no interior de áreas como a medicina e a educação. Esses estudos foram orientados por uma perspectiva teórica que apreende a psicologia sob um olhar crítico, adotando como referencial os trabalhos desenvolvidos por MASSIMI e PATTO. O trabalho consistiu em uma reconstrução da produção historiográfica no campo da psicologia brasileira, bem como na análise de fontes documentais dos séculos XIX e XX, que possibilitaram a apreensão de saberes e conhecimentos psicológicos em Goiás. A pesquisa evidenciou que tais saberes que constituem o ponto de partida da historiografia da psicologia no Estado, estavam presentes desde o século XIX e consideravam os aspectos psíquicos a partir tanto de concepções inatistas quanto ambientalistas e interacionistas. O trabalho permitiu compreender que a psicologia, ao longo de sua constituição em Goiás, esteve relacionada à medicina e educação. A relação medicina-psicologia evidenciou-se na produção de conhecimentos referentes ao controle dos comportamentos individuais através da purificação e higienização dos espaços sociais. Porém, foi no terreno educacional que a psicologia encontrou maior espaço para o seu desenvolvimento, colaborando fundamentalmente para a formação de professores, especialmente por meio das discussões e proposições de novos métodos pedagógicos no interior das escolas normais, que muito contribuíram para a difusão das teorias psicológicas, especialmente as que caracterizam a Escola Nova. Pode-se dizer que os conhecimentos psicológicos foram fundamentais na difusão de uma nova concepção de educação, de criança e de sociedade, concepções estas que iam ao encontro do modelo de homem idealizado pelos projetos de modernização da sociedade e da cultura de Goiás, até a década de 1950.
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Essa dissertação é dedicada, em primeiro lugar, ao exame da heterogeneidade epistemológica que caracteriza o domínio impreciso e indefinido da Psicologia Social contemporânea. Para tanto, enumera e descreve as principais inspirações filosóficas que respondem pelo perfil de cada uma de suas partes. São três essas filosofias: o Positivismo, a Fenomenologia e o Pragmatismo linguístico. Em seguida, ela se ocupa em apresentar algumas considerações a respeito da história e historiografia da Psicologia Social. Por último, examina e descreve os dois principais movimentos que, nas últimas duas ou três décadas, vem modificando consideravelmente o perfil dessa ciência (a saber, o Construcionismo Social e a Neurociência Social), como forma de apresentar, ainda que sumariamente, o estado atual da Psicologia Social.
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Na literatura da Psicologia, pouca atenção tem sido dado a busca de personagens que foram pioneiros em relação ao tema, ficando sempre o ponto de vista de quem escreveu a história. Esta limitação de buscar novos objetos tem uma relevância significativa para o presente estudo, pois temos como objetivo central contribuir para um melhor entendimento das raízes histórica da psicologia educacional. A escolha desse objetivo nos proporcionou a compreensão da psicologia em virtude das transformações sociais, com destaque para a trajetória intelectual de Manoel Bomfim como instrumentalidade pedagógica utilizando suas controvérsias, encontros e desencontros. Nessa perspectiva é que buscamos analisar aspectos significativos do seu pensamento expresso em sua obra que mostra a importância para este campo de conhecimento. Bomfim não poderia escapar deste destino como tantos outros que contribuíram no campo da psicologia e foram politicamente isolados por razões ideológicas. Sua postura metodológica crítica, em relação às restrições impostas pela superficialidade do ambiente dos laboratórios nos estudos dos fenômenos psicológicos complexos, tornou possível para esses fenômenos serem estudados em sua realidade, através de todas as formas em que se manifestam no processo histórico-social, dando ênfase a linguagem como instância que ao mesmo tempo sintetiza e faz mediação entre o psíquico e o social. Encontramos em sua obra a origem de contribuições dos pesquisadores, ajudando a tirar da sombra a histórica da psicologia como algo de absoluta importância para nossos trabalhos atuais, e não como área separada de estudo. Este trabalho concluiu que Bomfim concebe o fenômeno psicológico como indissociável do processo de socialização, concebendo o psiquismo como instância histórica-social.
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Nesta dissertação, apresentamos o resultado de pesquisa sobre a história da Psicologia em Minas Gerais. Utilizamo-nos de duas bases de dados uma escrita outra oral; a primeira representada por trabalhos já escritos sobre o assunto, e a segunda, constituída por entrevistas feitas com atores importantes na construção da Psicologia mineira. Nosso objetivo geral foi o de recolher impressões dos que fizeram essa história e que, por sorte, ainda se encontravam entre nós; saber de suas vivências, suas memórias, seus sentimentos, suas análises retrospectivas. Tomamos três entrevistas que julgamos mais representativas, para que o leitor pudesse ter acesso às dimensões subjetivas e sutis do discurso e das memórias de cada um. No final, procuramos fazer uma análise confrontando certos aspectos rememorados nas entrevistas com levantamentos de pesquisas posteriores ao período estudado. Incluímos também, como anexos, uma cronologia de acontecimentos importantes para a história da Psicologia em, Minas e uma cronologia do que já se escreveu sobre esse tema.
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O trabalho desenvolvido pretende contribuir para a compreensão de um autor/personagem da psicologia social. Analisamos e acrescemos conhecimento sobre George Herbert Mead e os desdobramentos de sua teoria psicosocial. Para este propósito trabalhamos em duas vertentes básicas: primeiro, através da abordagem social em história da psicologia, confrontamos a vida de Mead com momentos de constituição da psicologia à sua época, colocando em relevo aspectos centrais desta interlocução nem sempre identificados. Correlacionamos a história de Mead com questões sociais, políticas, econômicas e científicas de sua época; informações sobre o que se passava no plano das relações interpessoais ao tempo em que elaborava sua teoria, assim como suas conexões com práticas e valores culturais específicos foram contemplados. A segunda vertente decorre de uma incursão na literatura que perpassa por temáticas concernentes aos estudos meadianos, para o que priorizamos os trabalhos dos sociólogos Peter Berger e Thomas Luckmann e do filósofo Jürgen Habermas. Pretende-se assim contribuir para a história da psicologia social e difundir os conceitos científicos meadianos, tornando-os mais acessíveis aos estudiosos da psicologia social
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