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Este artigo tem por objetivo compor um esboço biográfico que trace a trajetória profissional de Virgínia Bicudo, destacando suas contribuições como pioneira da psicologia e da psicanálise no país. Assim, realizou-se um estudo qualitativo de natureza histórica, que empregou fontes orais e fontes documentais. Os resultados apontam que a atuação de Virgínia Bicudo tem duas fases distintas. A primeira, desenvolvida nas décadas de 1940 e 1950, voltada à aproximação entre a psicanálise e a saúde mental, por intermédio de ações preventivas junto a crianças com problemas escolares ou por intermédio da divulgação de informações relativas à educação infantil nos meios de comunicação. A segunda, que percorre as décadas de 1960 a 1980, caracteriza-se pela difusão do movimento psicanalítico no país.
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O conceito de Saúde Mental é relativamente novo, introduzido nos Estados Unidos após a Segunda Guerra Mundial. Consistia na idéia de que era plausível intervir preventivamente nas questões relacionadas à doença mental. O presente artigo discorre sobre a história da loucura, à partir de consulta bibliográfica a autores consagrados e a artigos sobre a temática em questão. O objetivo é um resgate histórico de como se chegou ao conceito atual de doença mental, em oposição ao antigo termo, ainda muito utilizado, denominado loucura.
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A história da Psicologia da Saúde pode ser abordada pela necessidade dos serviços hospitalares compreenderem elementos psicodinâmicos oriundos das condições de adoecer e dos processos de cuidado. Mais tarde, o direcionamento das práticas em Psicologia da Saúde para a atenção primária ampliou o conjunto de conhecimentos e de referências de atuação dos profissionais de psicologia. Esta história segue ampliando suas áreas de abrangência e passando por redefinições derivadas de processos reflexivos das entidades de formação profissional e de políticas públicas. Objetivou-se neste artigo caracterizar componentes teóricos e técnicos que se apresentam no momento de comemoração dos 50 anos de reconhecimento da profissão no Brasil. Os resultados indicam a ascendente participação da profissão nas políticas públicas sociais e a retomada de práticas dirigidas a comunidade que experimentaram retrocessos. Conclui-se afirmando que a posição ocupada pela profissão nas políticas de saúde coletiva são movimentos de afirmação de direitos que historicamente foram enfraquecidos.
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Este trabalho tem como objetivo apresentar uma discussão acerca das relações que se estabeleceram entre Vigotski e Leontiev. Não se trata de desconsiderar a importância destes dois autores para a construção da psicologia soviética, mas apontar um novo olhar acerca do rompimento teórico que ocorreu entre eles. Resgatando recentes trabalhos sobre a história da psicologia soviética, apontamos três dimensões sobre tal rompimento: a primeira diz respeito à produção científica, onde se identifica a pouca produção que envolve os dois autores; outra está relacionada a um posicionamento ideológico e conjuntural, decorrente dos desdobramentos políticos implementados por Stalin na perseguição dos intelectuais soviéticos; e a última aponta para um rompimento teórico propriamente dito, na medida em que Vigotski assinala o afastamento teórico de Leontiev. Tais esclarecimentos se fazem necessários especialmente pelo fato de encontramos com frequência autores que apontam para a continuidade teórica e ideológica entre estes dois autores.
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O artigo descreve o conteúdo das produções apresentadas no I Encontro de Pesquisadores em História da Saúde Mental realizado em agosto de 2011. Com base nesta descrição, propõe-se também analisar os rumos da pesquisa científica neste campo da investigação histórica. Se tomou como fonte os anais do evento, no qual os resumos das produções – comunicações orais e pôsteres – foram divididos em cinco eixos temáticos. O conjunto dos resumos de cada eixo foi analisado a partir da análise de conteúdo. Dentre os resultados, destaca-se a diversidade das produções nos aspectos fontes analisadas, períodos estudados e enfoques teóricos e metodológicos. Tal achado indica a complexidade desse campo de investigação e a necessidade uma continuidade das pesquisas que busquem integrar a saúde mental e a história da Psicologia.
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O presente artigo nasce de algumas breves reflexões sobre a História da Psicologia em torno dos seus conteúdos – os sistemas teóricos – e da sua forma – as estratégias que organizam a sua narrativa. Sabendo que não há abordagens neutras da História, a autora sublinha a importância das estórias (ficções) como elementos importantes na construção e narração da História da Psicologia, bem como o papel que as histórias (ou estórias) das pessoas comuns poderão assumir no discurso da Psicologia científica.
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O objetivo deste ensaio é analisar a produção historiográfica brasileira sobre a inserção da psicologia no contexto hospitalar à luz dos conceitos de História Crítica de Karl Danziger. O texto divide-se em quatro partes: Inicialmente, uma revisão sobre os estudos acerca da Psicologia da Saúde no contexto hospitalar é apresentada; o núcleo central do trabalho é a segunda seção, na qual se apresenta uma análise das pesquisas sobre a História da Psicologia no contexto hospitalar; na próxima seção se busca repensar a pesquisa histórica sobre a Psicologia no contexto hospitalar a partir de uma História Crítica da Psicologia da Saúde.
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Os professores do ensino superior devem estar atentos para o desenvolvimento de recursos pedagógicos que possibilitem novas oportunidades de aprendizagem para os estudantes. Este artigo pretende descrever a utilização, pela autora, do desenho animado de longa metragem George, o Curioso na disciplina de História e Sistemas em Psicologia I durante o ano de 2008 . Esse filme possibilita a articulação dos conceitos e das teorias do Funcionalismo com a história contada na tela. As vantagens desse tipo de recurso incluem a menor duração dos desenhos animados quando comparados com filmes com atores, permitindo melhor uso do tempo em sala de aula, e também a facilidade em identificar os tópicos levantados pelo professor, pois o roteiro pressupõe consistência de comportamento dos personagens, narrativa linear e desfecho explicativo. Longe de promover uma infantilização dos estudantes, esse recurso abre uma via de diálogo entre estes e a ciência psicológica, resgatando a ludicidade da aprendizagem.
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Este texto descreve a trajetória da Saúde Mental e dos cuidados à infância no Brasil da Colônia à República Velha. No período colonial não havia cuidados especiais à criança. O que temos para compreender a criança colonial são relatos descritos em documentos, tratados e cartas da época, e em descrições de viajantes que aqui aportaram para conhecer o Novo Mundo. Depois do século XVIII a urbanização das cidades requer a intervenção médica nas questões de higiene e saúde, e gradativamente muda a concepção de criança, primeiro na Europa, depois no Brasil, chegando o século XIX com médicos preocupados com a questão da mortalidade infantil e com os cuidados que se deveria ter com a criança, negligenciada até então. É no século XIX que se inicia a institucionalização dos saberes médicos e psicológicos aplicados à infância e é quando podemos obter mais registros sobre que cuidados eram reservados à criança.
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In this paper, three different approaches to the interpretation of the history of psychology appplied to education are analysed. The contributions of reproduction theory, or institutional theory and of class-conflict theory to explain the development of competing views of the rclationship between psychology and education in Brazil are conveyed and evaluatcd. The paper concludes by stating that class-conflict theory is the model that best helps to explain the history of educational psychology in Brazil.
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Nos últimos anos, em um ritmo surpreendente, vem ocorrendo muitas mudanças tecnológicas e curriculares no ambiente universitário. É o momento para se considerar a relevância de muitas disciplinas na formação dos especialistas . Entre as áreas de conhecimento humano que podem ser de grande valia na formação dos cientistas está a História da Ciência.
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A evolução da Psicologia do Esporte como área de conhecimento específico dentro das "Ciências do Esporte" é um fato que vem se tornando realidade, notadamente nas duas últimas décadas. Foram realizados inúmeros estudos em diversas áreas relacionadas da Atividade Física, mostrando tendências diferenciadas na concepção de Psicologia do Esporte. Este trabalho de revisão tem como objetivo mostrar alguns nomes, fatos históricos e estudos que contribuíram para o desenvolvimento dessa área muito importante para atletas, técnicos e demais profissionais do esporte em geral, numa tentativa de melhor entender qual o verdadeiro papel da Psicologia do Esporte dentro das chamadas "Ciências do Esporte
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A Escolologia, definida como a ciência da escola, é uma proposta da educadora e psicóloga russo-brasileira Helena Antipoff, desenvolvida na Escola de Aperfeiçoamento de Professores de Belo Horizonte, nos anos de 1930, tendo por objeto de estudo a escola e tudo relacionado a ela. Por meio de uma investigação documental, analisaram-se os conceitos e fundamentos teórico-metodológicos que deram origem à proposta, a saber: a perspectiva do movimento da Educação Nova, em que a criança é colocada no centro do processo pedagógico; a psicologia da criança; a pedagogia experimental de Édouard Claparède, e o método de experimentação natural de Alexander Lazursky. Antipoff inovou elegendo a escola como unidade psicossociológica, considerando-a como uma totalidade com múltiplos fatores que, em conjunto, poderiam influenciar os processos de desenvolvimento e aprendizagem dos alunos, como o meio familiar, social, cultural, econômico; a escolha dos métodos pedagógicos, e a organização da gestão escolar. Os estudos escolológicos inseriram, na formação dos professores, o uso de métodos científicos de investigação visando tornar a pedagogia uma ciência experimental.
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O artigo apresenta a história da criação e revisão do Código de Ética Profissional do Psicólogo (CEPP), com ênfase nas discussões e deliberações tomadas nos Congressos Nacionais da Psicologia (CNP), Fórum de Ética, sessões Plenárias e Assembleias do Sistema Conselhos de Psicologia. Foram incluídos neste resgate histórico novos elementos sobre a origem do Código e sobre o contexto sócio-político vivenciado pelo país e pela profissão à época de cada revisão. Informações advindas de artigos disponíveis em bases de dados científicas, publicações e documentos internos dos Conselhos, indicam que o texto do Código se tornou mais generalista do que as versões anteriores, passível de aplicação em contextos variados de atuação, e que a escuta das(os) psicólogas(os) foi importante para suas modificações ao longo do tempo.
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O objetivo deste artigo é demonstrar de que maneira o pensamento psicanalítico de Melanie Klein foi introduzido e difundido no Brasil, e, simultaneamente, apresentar a relação entre as ideias de Melanie Klein e o desenvolvimento da psicanálise de crianças no país. A partir de uma investigação histórica, fundamentada em análise documental e entrevistas com pioneiros da psicanálise, identificou-se que a transmissão das ideias kleinianas por intermédio da psicanálise de crianças no Brasil, iniciada na década de 1930, passou por três etapas: 1) Das primeiras referências às práticas de higiene mental escolar, 2) O surgimento da prática clínica e 3) A consolidação da psicanálise de crianças e da matriz kleiniana. Conclui-se que a apropriação das ideias kleinianas no Brasil transitaram de uma reprodução canônica, com pouca ou nenhuma inovação no início, em direção ao desenvolvimento de um pensamento clínico original com a introdução de inovações teóricas e técnicas.
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Este texto apresenta e discute o encontro de uma pesquisadora em psicologia com uma terra indígena Guarani M’byá, localizada no norte do estado de Santa Catarina. Os pressupostos teórico-metodológicos, inspirados na etnografia e na perspectiva bakhtiniana de análise dialógica do discurso, possibilitaram a experiência de encontro em que se reconhece a alteridade na produção de conhecimentos em pesquisa. Compreendemos que as memórias Guarani M’bya, embora sobreviventes a processos de apagamentos, permanecem sendo praticadas na relação com o território, incorporadas e ocorrendo em condição de movimento. Como resultado da experiência realizada com vestígios, reconhecemos diferentes faces da colonialidade que se reafirmam contemporaneamente e confrontos com os modos de viver ocidentalizados. Identificamos a necessidade de a psicologia deslocar-se do olhar eurocêntrico. E, por fim, desde o contato com os modos de vida do povo Guarani M’byá, apontamos algumas pistas para um porvir humano.
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Este artigo tem como objetivo traçar, a partir de revisão de literatura, um panorama histórico e teórico da complexa interface entre psicologia, saúde mental e religião islâmica. Revelado no século VII, o Islã viveu, entre os séculos VIII e XIV, a sua chamada Era de Ouro, um período profícuo para o desenvolvimento de diversas áreas da ciência. Entre elas, destacaremos nesse texto as contribuições dadas por muçulmanos ao que nomeamos como psicologia e psiquiatria, bem como algumas concepções psicológicas oriundas da própria cosmologia islâmica, acionadas séculos depois por Frantz Fanon em seus escritos psiquiátricos datados da década de 1950. Argumenta-se que o conhecimento desses saberes psicológicos silenciados está em sintonia com a discussão decolonial, sendo uma pauta especialmente pertinente se considerarmos a urgência de se pensar a religião, o religioso e a expansão do lugar das religiosidades-espiritualidades na psicologia contemporânea.
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Revisitamos a história da Psicologia Social Comunitária (PSC) no Brasil e analisamos a ausência de menções aos trabalhos produzidos pela Universidade de São Paulo (USP). Partindo da pesquisa histórica com fontes bibliográficas, buscamos responder à seguinte pergunta: qual a contribuição da USP para o campo da PSC brasileira? Os resultados mostraram que existe o desenvolvimento de uma “escola uspiana”, no Campus do Butantã, desde a década de 1970. Identificamos três períodos, ou gerações de pesquisadoras(es) (1970-1990, 1990-2010 e 2010-atual), e apontamos conceitos próprios ou desenvolvidos por essa tradição, tais como: comunidade de destino, enraizamento, humilhação social, cenas sociais e vulnerabilidades pessoal, social e programática. Concluímos que a escola uspiana vem se consolidando no campo da PSC e, devido sua larga tradição, tem oferecido contribuições significativas para a disciplina, ainda que pouco notada pela literatura disponível.
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Este trabalho trata da difusão do paradigma das representações sociais no Brasil. Seu objetivo foi descrever a progressão desse fenômeno e teorização nos últimos 40 anos (1982 a 2021). Trata-se de um estudo de revisão histórica de trabalhos sobre representações sociais, realizada em duas etapas: 1) revisão de teses e dissertações defendidas em programas de pós-graduação no Brasil e; 2) revisão de artigos científicos publicados por autores brasileiros. Foram analisados os títulos de 4.010 trabalhos de pós-graduação (1.087 teses e 2.930 dissertações) e 2.466 de artigos científicos, com o auxílio do IRaMuTeQ. Pode-se concluir, ao considerar o lugar da expressão “representação social” nos títulos dos trabalhos, que ao longo desses 40 anos houve pouco avanço teórico no contexto brasileiro. As representações sociais são abordadas como um fenômeno, ou seja, ligadas a estudos com interesses pragmáticos, em especial, para resolução de problemas sociais e nos campos da saúde e da educação.
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- Entre 1900 e 1999 (82)
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Entre 2000 e 2026
(1.647)
- Entre 2000 e 2009 (454)
- Entre 2010 e 2019 (815)
- Entre 2020 e 2026 (378)