A sua pesquisa
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O Boletim do Portal História da Psicologia 3, ou apenas Boletim do Portal 3, é uma coletânea que reúne verbetes publicados na Enciclopédia Eletrônica de História da Psicologia (WikiHP), traduções e uma resenha. Sumário - Universalismo e Indigenização na História da Psicologia Moderna (Kurt Danziger) - William James (Russel Goodman) - O Caso dos Irmãos Reimer (Júlia Lombardi Carneiro) - Experimento de Aprisionamento de Stanford (Mariana Souza Rodrigues, Izabella Simões da Cruz, Alice Nascimento Moraes Fernandes, Vitoria Amaral de Oliveira, Bruna Lenaz dos Santos, Evelyn de Carvalho) - Teste de Apercepção Temática (TAT) (Débora Pinheiro de Oliveira, Luísa Mello da Silva, Maria Formiga Menezes, Maria Luiza Marchezini Saliba, Mikaelle Vitória Sousa de Almeida, Rayca Rafaelly Pereira Siqueira Lobato) - John E. Douglas (Júlia Lombardi Carneiro) - CAPS Clarice Lispector (Stella Costa Angelo, Amanda Albernaz de Freitas, Maurício Coutinho Pereira, Raphaela Silveira de Oliveira, Lucas Vieira Coutinho, Lorenzo Miguel Donato de Oliveira Santos, Arthur Arruda Leal Ferreira) - Resenha do livro Locuras en Primera Persona, de Rafael Huertas (Arthur Arruda Leal Ferreira, Luana Oliveira Clemente, Amanda Albernaz de Freitas, Adjailton Ferreira de Albuquerque Junior, Elen Cougil da Cunha, Maísa Pachela Garcia, Maria Clara da Silva Quintan, Maurício Coutinho Pereira, Paulo Vitor Fernandes Costa de Lima, Raphaela Silveira de Oliveira, Victória Farias de Brito, Vitória Maria França de Paula)
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Klaus Holzkamp (1927-1995) foi um psicólogo e professor universitário que desempenhou um papel importante no desenvolvimento da Psicologia Crítica Alemã (PCA), infimamente apropriada pela Psicologia brasileira. Sua teoria foi elaborada na República Federal da Alemanha em um contexto de Guerra Fria. Com investigações inicialmente no campo do construcionismo, o autor se apropriou do marxismo a partir de seu envolvimento com os movimentos estudantis que ganharam força durante a década de 1960. Com essa aproximação, Holzkamp rechaçou sua produção anterior e realizou uma crítica positiva a partir do que se tinha produzido na Psicologia. Neste sentido, temos como objetivo a apropriação da fase ulterior de sua obra. Mais especificamente, buscamos (a) identificar a relação de sua produção com o momento histórico e social no qual foi gestada; (b) compreender as inflexões teóricas operadas ao longo de sua obra; e (c) apropriar-se dos seus escritos a partir de 1983. Este recorte se dá em função da dificuldade de acesso às suas obras em outros idiomas que não o alemão. Conclui-se que a PCA consiste em uma importante expressão da Psicologia Crítica mundial, fruto de uma aproximação ao marxismo em um momento de acirramento de lutas sociais. Esta perspectiva possui diversas contribuições para a Psicologia brasileira, tanto pelas aproximações possíveis com movimentos teóricos latinoamericanos, quanto por sua capacidade explicativa fruto de um resgate crítico do conhecimento até então produzido
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Este trabalho tem, como objetivo, descrever e analisar as produções e os conhecimentos de Enfermagem que circularam na revista Annaes de Enfermagem, entre 1932 e 1988, bem assim suas interfaces com os saberes Psi. Para isso, utilizamos, como fonte primária, textos que circularam na Revista Annaes de Enfermagem, no período selecionado. O recorte temporal se justifica, pois 1932 foi o ano de circulação do primeiro fascículo e 1988 foi o ano de implantação do SUS. A pesquisa se insere no campo da História das Ciências, na interlocução com a História da Enfermagem e a História da Psicologia à luz dos conceitos “estilo de pensamento” e “coletivo de pensamento”. Metodologicamente, é uma pesquisa historiográfica de cunho bibliométrico, cujas fontes primárias foram textos da referida revista, analisados de maneira mista: quantitativa e qualitativamente. Os resultados indicaram um número expressivo de publicações por autores anônimos; a predominância de autoria feminina; a relativa conexão entre as carreiras e as atuações das autoras e suas relações com a produção circulante nos Annaes; um espaço exclusivo para enfermeiras diplomadas socializarem suas produções e um esforço de definição da profissão. As produções cumpriram a função de dar visibilidade à Enfermagem brasileira considerada moderna, ou seja, profissionalizada pelas escolas. Os Saberes Psi eram objetos de interesse daquele coletivo, que passou a divulgá-lo, no periódico, e a introduzi-lo nos currículos das Escolas de Enfermagem. Foram apropriados para compor o processo de conformação da enfermeira moderna por, pelo menos, três mecanismos, a saber: (1) o ensino de Psicologia voltado para a formação moral e comportamental da enfermeira; (2) o ensino de Psicologia para a capacitação da enfermeira na assistência ao doente, além da saúde do corpo, i.e., um cuidado social e psíquico e (3) o ensino de Psiquiatria para capacitar a enfermeira no cuidado com o doente mental. O interesse, nesse campo, foi ao encontro do estilo de pensamento Nightingaleano de formação da enfermeira considerada ideal para confluir com a conformação à Enfermagem moderna brasileira.
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Esta tese lança luz historiográfica sobre processos legais relacionados à regulamentação da formação e profissão de psicólogo, no país. O processo legal culminou com a aprovação da Lei nº 4119/62, cuja origem ocorreu a partir da década de 1930 e finalizou na década de 1970, com a promulgação de documentos vinculados aos Conselhos de Classe. Assim, o objetivo foi o de descrever e analisar o trâmite legal da regulamentação da Psicologia, no Brasil, entre 1950 e 1962. Particularmente, identificamos atores sociais e controvérsias quanto a aspectos da formação e do exercício profissional, quando do trâmite e regulamentação da Lei nº 4.119/62. A pesquisa está lastreada em análise documental e as fontes primárias são, prioritariamente, documentos legais componentes do Dossiê Legislativo da referida lei. Os resultados obtidos sugerem embates em torno de dois eixos centrais: as funções do psicólogo e a qualidade de sua formação. O primeiro apareceu nas controvérsias relacionadas ao fazer clínico da Psicologia que, nas fontes pesquisadas, apareceu concorrente à atuação da Medicina e da Assistência Social. Ainda nessa seara, houve intensos debates sobre aqueles que seriam reconhecidos como psicólogos, a partir da promulgação da lei supracitada. Isso se devia, novamente, ao que seria estabelecido como função prévia vinculada, necessariamente, a tal profissão. O segundo eixo referia-se ao estabelecimento de um currículo que, a partir da delimitação do que o psicólogo poderia – ou não – fazer, instituir-se-ia a partir de um conjunto de disciplinas que oportunizasse a formação para sua futura atuação. Destarte, notase que a regulamentação veio atender às “necessidades sociais” brasileiras (e.g., racionalização do trabalho, problemas escolares etc.), além de responder às crescentes demandas daqueles que já ocupavam os campos de atuação eminentemente psicológicos.
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Nesta investigação, a compreensão da trajetória de Waldir dos Santos Costa passou pelas instituições que contribuíram para sua formação como psicólogo e por seus espaços de atuação, ao implantar os primeiros serviços de Psicologia do Amazonas e se dedicar a favor da regulamentação da profissão neste estado, durante o período de 1973 a 2018, enquanto assumiu a gestão de instituições, exerceu o magistério e liderou movimentos associativos. Trata-se de um estudo biográfico, do qual as narrativas deste sujeito e de sua rede de sociabilidade foram fontes privilegiadas de pesquisa. Para interrogar os depoimentos e documentos garimpados em arquivos pessoais e várias instituições de guarda, buscamos pistas de sua presença profissional, acadêmica e de organização dos psicólogos da cidade de Manaus. Munidos deste material, recorremos a Halbwachs (2003), Bosi (2004) e Kotre (1997), por suas contribuições à compreensão da memória; Bourdieu (2006, 2010) e Certeau (2017), com o entendimento da construção de um campo de atuação e da história; Sirinelli (2006), em relação à concepção de geração; Alberti (2013, 2019), para a apreensão das narrativas, dentre outros autores. A arquitetura da tese contempla cinco capítulos, em que são interpretados dos aspectos de sua formação ao legado deixado por Waldir dos Santos Costa em sua rede de sociabilidade intelectual. O presente trabalho pretende contribuir para a preservação da memória deste protagonista e, sobretudo, para o conhecimento da história da Psicologia no Amazonas, ainda insuficiente em sua historiografia, que tem priorizado outros temas, objetos e regiões do país.
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Esta dissertação se propõe a registrar a pesquisa realizada nos livros; “Psicologia Evolutiva del niño e del adolescente” (1945), “El niño que no aprende” (1947) e “Escola dos Pais” (1964). Bem como em matérias na imprensa relacionadas ao personagem histórico Emílio Mira y López, no período de 1945 a 1964. Com base em uma amostra de 4.372 documentos, nos 11 cadernos do acervo Mira y López do Laboratório de História e Memória da Psicologia Clio Psyché. Sendo o foco da pesquisa, analisar os discursos psicológicos de Mira y López sobre a infância, nos escritos das fontes supracitadas.
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Historicamente, a Psicologia foi chamada a contribuir, por meio dos seus métodos e técnicas, no sentido de compreender os aspectos relacionados à tríade trabalhador-trabalho-sociedade, como também a propor intervenções, considerando o contexto político, cultural, econômico e social em que o trabalho se inseria. Com isso, para se entender as problemáticas, perspectivas e desafios atuais da Psicologia Organizacional e do Trabalho (POT), é importante e necessária uma compreensão histórica e contextualizada de como a Psicologia vem sendo construída, ao longo das décadas. A presente pesquisa visou descrever e analisar publicações vinculadas à Psicologia do Trabalho que foram veiculadas nos Arquivos Brasileiros de Psicotécnica (ABP), entre 1949 e 1968. O recorte temporal compreendeu os anos de trâmite da regulamentação da profissão de Psicologia no país, além de incluírem todo o período de existência dos ABP. Como referencial teórico-metodológico, utilizou-se dos recursos da Sociobibliometria e apropriou-se de estratégias da História Digital da Psicologia para se produzir uma História Crítica da Psicologia. Os resultados desta investigação sinalizam estudos e intervenções que levaram à compreensão dos impactos das transformações do Trabalho na vida do trabalhador, considerando aspectos produtivos, de saúde, qualidade de vida, relações sociais, entre outros vieses pertinentes à interação sujeito-trabalho. Todavia, a maior parte das investigações sinalizava o papel da Psicologia nas organizações e a utilização de seus métodos e técnicas para o desenvolvimento teórico e aplicado na investigação de habilidades e tendências de comportamento. Neste contexto, visavam o ajustamento do trabalhador às condições específicas dos cargos, bem como a possibilidade de promover condições para o seu desenvolvimento. Outro aspecto observado é que a aplicação dos conhecimentos científicos psicológicos, na área do trabalho, está associada à regulamentação da profissão de Psicólogo, com a sanção da Lei 4119 de agosto de 1962. Assim, historicizar a Psicologia Organizacional e do Trabalho, por meio de publicações da época, permitiu lançar luz sobre aspectos de seu desenvolvimento, os impactos na formação da identidade do psicólogo, bem como suas formas de atuação, no país.
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O Ikigai, enquanto fenômeno cultural, corporifica uma série de questões que permitem uma análise sobre a própria ciência psicológica, levantando questionamentos ainda abertos que afetam diretamente o saber e as práticas da psicologia contemporânea. Nascido a partir dos trabalhos de Mieko Kamiya, mas situado em um locus construído em um passado tradicional e reapresentado como achado ou descoberta, o Ikigai aparece como conceito psicológico no Japão e é inserido nos sistemas da Psicologia Ocidental através das ciências médicas, atrelado à longevidade dos moradores das ilhas de Okinawa. Mas é no Coaching que o Ikigai ganha popularidade e opera com maior potência, enquanto fenômeno mundial capaz de conferir felicidade, saúde, longevidade e significado às vidas daqueles que o encontram ou desenvolvem. Postas as dificuldades relativas à tradução e conhecidas as controvérsias que pairam sobre o Ikigai enquanto fenômeno da psicologia, partimos por uma análise baseada nos pressupostos de Bruno Latour sobre a tradução de conceitos em diferentes sistemas para entender as contribuições dos diversos atores para o cenário que o Ikigai ocupa nos discursos atuais, seja na psicologia ou no Coach, fenômeno que busca se assemelhar aos processos psicoterapêuticos antes restritos aos consultórios psicológicos. Avaliou-se as contribuições da Logoterapia de Viktor Frankl e da Psicologia Positiva proposta por Martin Seligman no corpus discursivo do Ikigai atual. Esta multiplicidade de versões também implica em uma grande variedade de formas de mobilização do mundo, a depender dos vínculos e nós da versão abordada. Conclui-se que há diversas versões do Ikigai em conflito, tangenciando principalmente o campo da Psicologia. Estudar as origens e desenvolvimento do Ikigai, portanto, é voltar-se não apenas para os processos de construção da Psicologia enquanto campo de saber e prática, mas para a complexa rede de saberes que influem em práticas tão díspares quanto seus atores. Por isso, apesar de extensa catalogação de documentos sobre o Ikigai, sugerimos a produção de mais material sobre esse conceito que tem gerado grande impacto na sociedade acadêmica e leiga, servindo de base para outra rede tão ou mais complexa de discursos e práticas.
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É inegável a importância e relevância da obra aqui apresentada. Entendemos como eminente a necessidade de Grupos importantes como os citados na obra (GEPEGE, GEADEC, GEPPEI), todos vinculados ao Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) da FFC/UNESP de Marília, local importante e de referência para a teoria piagetiana divulgar seus trabalhos para além das revistas científicas e o banco de teses e dissertações. Entendemos ser importante que esses lócus acadêmicos sejam transpostos colocando as pesquisas desenvolvidas nos mesmos em evidência, de forma clara e acessível aos estudantes, leitores e interessados na obra e teoria de Jean Piaget. Os resultados das pesquisas de Mestrado, Doutorado e Pós-Doutorado nem sempre são acessíveis à maioria dos educadores por ter um formato mais acadêmico e rebuscado, além de ter uma densidade substancial de informações. Quando os pesquisadores conseguem transpor esses trabalhos e seus resultados para um capítulo de livro é inegável que as dimensões que este trabalho atinge em termos de público é muito maior. Além disso, o texto se encontra articulado e bem distribuído com relação às temáticas apresentadas. Na primeira parte estão as pesquisas sobre o desenvolvimento cognitivo, na segunda parte temos as pesquisas acerca do desenvolvimento moral. Esta divisão de temática é muito apropriada e colabora com demandas importantes para se ler e compreender Jean Piaget na atualidade. Ressaltamos ainda a inegável credibilidade dos autores que assinam os capítulos, mesmo aqueles que possuem os orientandos como autor, seus orientadores e pesquisadores coordenadores evidenciam um quadro de autores de peso considerando o escopo da proposta de livro apresentada. ELIANE PAGANINI DA SILVA Professora Adjunto da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), Campus Apucarana Professora do Programa de Pós-Graduação em Educação Inclusiva (PROFEI/Unespar) Selo Editorial: Apoio: Programa PROEX/CAPES: Auxílio Nº 0039/2022 / Processo Nº 23038.001838/2022-11
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O ensino de história da psicologia é uma área ainda incipiente no contexto brasileiro. Este trabalho apresenta uma modalidade inovadora para o campo, ao mesmo tempo que produz extensão e difusão da cultura científica. Trata-se da criação de verbetes em contexto de graduação e sua posterior publicação em uma enciclopédia eletrônica de tipo wiki, a WikiHP. Esta é parte do programa de extensão Portal História da Psicologia, que alia a produção de verbete a outros produtos de extensão. A iniciativa tem se mostrado bem-sucedida e sua experiência pode ser replicada e adaptada para o ensino de outras ciências.
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Este trabalho teve como objetivo principal compreender a maneira pela qual uma fração de psicólogos e estudantes de psicologia no Brasil se inseriu em organizações clandestinas e revolucionárias para o enfrentamento da ditadura empresarial-militar entre os anos de 1964 e 1976. Para tal, consideramos que o processo de institucionalização profissional no país teve novo impulso com a reforma universitária imposta pelos generais militares. Como consequência, existiu o alargamento de espaços institucionais para o desenvolvimento da psicologia, concomitantemente ao recrudescimento ditatorial. Saturado de múltiplas contradições, este processo culminou com a perseguição e a eliminação física de opositores, que se estendeu para dentro das instituições de psicologia. Partindo dos pressupostos teórico-metodológicos do materialismo histórico-dialético, resgatamos as trajetórias de parte dos sujeitos perseguidos pelos seus posicionamentos políticos à época, a partir de casos representativos. Utilizamos diferentes técnicas de pesquisa. Inicialmente, uma revisão bibliográfica da temática. Em seguida, direcionamo-nos para a análise de fontes primárias. Com isso, inventariamos bancos de dados que possuíam conjuntos documentais que auxiliaram a reconstrução histórica de nossos sujeitos da pesquisa. Ainda, realizamos entrevistas com partícipes deste processo. Ao final, concluímos que o processo de institucionalização da psicologia durante o governo militar teve conexão inseparável com o terreno que propiciou seu desenvolvimento. Enquanto uma fração da psicologia se colocou abertamente para a colaboração com o regime, conquistando posições institucionais, outra fração foi perseguida, sendo aplastada destes espaços. Pela capilaridade e enraizamento do terrorismo de estado, as depurações e eliminações de psicólogos e estudantes foram uma das características estruturantes do processo de institucionalização do país que deu forma à psicologia durante os anos aqui considerados.
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