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O artigo descreve a contribuição de um médico iluminista, Francisco de Mello Franco (1757-1822), Ã evolução dos conhecimentos psicológicos no âmbito da cultura brasileira do fim do período colonial. De maneira específica, são analisadas algumas obras desse autor: o Tratado sobre a Educação Física dos Meninos (1790), a Medicina Theológica(1794) e os Elementos de Hygiene (1813). Nelas, Mello Franco, inspirando-se na Medicina francesa do século XVIII, tenta propor uma Ciência do homem como um todo - incluindo também os aspectos psicológicos - e uma visão materialista do mesmo.
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O artigo descreve e analisa os conhecimentos psicológicos elaborados e transmitidos na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, no século XIX. Os documentos utilizados para a pesquisa säo dissertaçöes, teses, artigos e livros produzidos por alunos e docentes da Faculdade, na época considerada. A leitura desse material evidencia o significado e a relevância que o estudo da subjetividade humana assume nesse contexto. De forma específica, säo discutidas as definiçöes atribuídas a essa área de interesse pelos autores e os métodos propostos seja para o estudo dos fenômenos psíquicos, seja para a terapia dos fenômenos psicopatológicos
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O artigo apresenta a contribuição de Biagio Pelacani da Parma (1347-1416), filósofo, astrólogo e matemático do século XVI, no âmbito da História das Idéias Psicológicas. Biagio, que foi docente nas mais prestigiosas universidades italianas da época, escreveu vários tratados, entre os quais um comentário ao texto aristotélico "De Anima" (1385) e as "Quaestiones de Optica" (1390). O interesse desses dois textos para a História das Idéias Psicológicas está no fato do autor propor neles uma visão de homem e um esboço de Psicologia inspiradas num racionalismo materialista e fundadas numa concepção astrológica determinista. Nessa abordagem, a Psicologia é considerada como parte do domínio da Filosofia Natural e não da Ética ou da Teologia.
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O artigo analisa os projetos legislativos apresentados por intelectuais e políticos brasileiros do século XIX propondo a inserção da "Psychologia" (ou de conhecimentos psicológicos) nos currículos escolares de várias instituições educacionais do País. Alguns fatores característicos emergem na leitura de tais documentos: a falta de realismo que permeia muitas propostas legislativas, a tendência à imitação acrítica de modelos estrangeiros; a influência determinante das mudanças ideológicas sobre a organização dos currículos de estudos. Tais aspectos marcam a introdução da psicologia como disciplina institucional, no âmbito do sistema escolar brasileiro do século XIX.
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O objeto do trabalho é a Psicologia transmitida e elaborada nos Seminários das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, no século XIX (até 1870). O material documentário, levantado nos acervos de tais instituições e considerado interessante para a pesquisa, é descrito segundo um plano de análise baseado em conceitos próprios dos conhecimentos psicológicos da época.
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O trabalho relata alguns aspectos significativos da discussão acerca dos modelos de Psicologia científica que se delineou em vários artigos publicados em periódicos científicos brasileiros nas primeiras décadas do século XX. Nesses, médicos, filósofos e psicólogos discutem os objetos, os métodos, os objetivos e a utilidade da Psicologia científica, tendo em vista os desenvolvimentos das mais importantes propostas teóricas, como a Psicanálise, o Behaviorismo, a Teoria da Forma, e confrontando-as com os desafios e as problemáticas da realidade sócio-cultural brasileira. A cientificidade da Psicologia é discutida tendo como referencial modelos mais gerais de ciência.
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A peregrinação constituiu-se na mais importante característica da devoção popular cristã da Europa medieval. E também numa maneira de conceber a vida humana que merece maiores estudos do ponto de vista da história das idéias psicológicas. No Barroco brasileiro encontramos esta antiga tradição revisitada na obra de Alexandre . de Gusmão; pedagogo, administrador e asceta jesuíta. Sua História do Predestinado Peregrino e seu Irmão Precito ( 1682) narra uma peregrinação religiosa como uma alegoria da experiência humana. De maneira peculiar; o autor sintetiza a Ética aristotélica na perspectiva da segunda escolástica. Gusmão prescreve os comportamentos necessários, isto é, os meios que devem ser tomados na jornada por este mundo afim de que se atinja a verdade que conduziria o homem de volta à morada paterna. Assim, ele fornece aos historiadores da ciência uma chave para entender o pensamento jesuítico do século XVII acerca do homem e suas relações sociais, com a natureza e com o divino.
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