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A evolução da Psicologia do Esporte como área de conhecimento específico dentro das "Ciências do Esporte" é um fato que vem se tornando realidade, notadamente nas duas últimas décadas. Foram realizados inúmeros estudos em diversas áreas relacionadas da Atividade Física, mostrando tendências diferenciadas na concepção de Psicologia do Esporte. Este trabalho de revisão tem como objetivo mostrar alguns nomes, fatos históricos e estudos que contribuíram para o desenvolvimento dessa área muito importante para atletas, técnicos e demais profissionais do esporte em geral, numa tentativa de melhor entender qual o verdadeiro papel da Psicologia do Esporte dentro das chamadas "Ciências do Esporte
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Este trabalho tem como objetivo refletir acerca do papel do estudo histórico na psicologia e revisar o percurso das idéias psicológicas do século XIX ao princípio do século XX. Traça, assim, a aparente substituição, conforme vão ocorrendo modificações nas condições do país, do discurso religioso sobre a alma pelo recém-chegado discurso médico-científico e mostra a permanência daquele discurso ainda nas primeiras décadas do nosso século.
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Este artigo descreve a história da formação do psicólogo no Brasil, enfocando várias propostas de criação do curso de Psicologia, com ênfase à de Waclaw Radecki, não só pelo seu pioneirismo mas, principalmente, pelo pouco conhecimento desse personagem e de sua atuação entre nós. Indica a presença constante do positivismo e do experimentalismo como fundamentos epistemológico e metodológico dessas propostas, aos quais se mesclam mais tarde a matriz compreensivista da psicanálise e, através de novas abordagens psicossociais, a ênfase no compromisso social da formação e da prática profissionais. Aponta que os currículos parecem aglutinar de forma a-crítica as diferentes abordagens em Psicologia, supondo-se uma convicção de unidade intrínseca que se traduz em cursos recortados, repetitivos, reforçadores de subjetividades intimistas
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O ensino de psicologia no Rio Grande do Sul teve seu início relacionado à criação dos cursos de formação de professores primários, também conhecidos como cursos normais. No estado se destacou o papel do Instituto de Educação General Flores da Cunha, de Porto Alegre. Este instituto foi o principal centro de formação de docentes para o ensino primário e difusor de novas idéias relativas à educação, entre elas o estudo dos conteúdos psicológicos. Esta dissertação estuda a presença da psicologia nos cursos normais de Porto Alegre no período de 1920 a 1950. Aponta as diversas idéias psicológicas que influenciaram as práticas pedagógicas da época e identifica os primeiros professores que lecionaram esta disciplina. Para tanto, examina documentos oficiais, decretos-lei estaduais e federais, e publicações que introduziram e regulamentaram o ensino de Psicologia no estado. O estudo argumenta que as idéias psicológicas já se encontravam presentes nos cursos de formações de professores nas primeiras décadas de século XX, embora só comecem a aparecer como uma disciplina autônoma em 1925. E conclui que o ensino da Psicologia experimentou uma expansão a partir do final da década de 1920 que durou até meados dos anos 50, quando ocorreu a fragmentação do currículo dos cursos normais. O ensino da Psicologia despertou o interesse para as questões de desenvolvimento psicológico infantil, da saúde mental e do aconselhamento profissional, reafirmando a existência de uma relação de complementaridade entre Psicologia e Pedagogia. Este trabalho constituiu-se não somente no primeiro esforço de traçar o panorama da presença Psicologia no Rio Grande do Sul, mas também de identificar, nestes primórdios, tendências que influenciam a formação dos psicólogos hoje.
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O presente artigo tem por finalidade traçar um panorama histórico da psicologia no Brasil, enfocando mais especificamente o processo de formação dos profissionais que atuaram nesse campo. Aborda o período colonial e o século XIX, quando as intervenções nesse campo estavam a cargo de religiosos, educadores e médicos; os primeiros indícios de preocupação com a formação profissional, entre a última década do século XIX e as primeiras décadas do século XX, quando a Psicologia passa a ser reconhecida como área autônoma de saber; o período subsequente a 1930, no qual ocorre uma sistematização da formação deste profissional por meio do ensino superior e dos institutos de pesquisa e aplicação, a qual concorreu para a regulamentação da profissão e para a criação dos cursos de psicologia no Brasil.
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A pesquisa analisa o desenvolvimento das definições de Psicologia no seio de diferentes áreas de estudo na cultura brasileira do século XIX (Filosofia, Medicina, Pedagogia, Teologia Moral). A pesquisa é baseada na leitura de documentos históricos (por exemplo, currículos e manuais utilizados em importantes escolas brasileiras do século XIX). Nos documentos aparece uma grande quantidade de palavras e expressões para denominar o universo dos conhecimentos psicológicos. Essa diversidade revela a dispersão dos conhecimentos psicológicos em diferentes áreas do saber da época. Ao mesmo tempo, aparece nos documentos a necessidade de desenvolver novos recursos conceituais e lingüísticos para definir o dominínio dos estudos psicológicos, fato esse que representa um sinal claro da tentativa de tornar este domínio uma disciplina autônoma.
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O artigo descreve a contribuição de um médico iluminista, Francisco de Mello Franco (1757-1822), Ã evolução dos conhecimentos psicológicos no âmbito da cultura brasileira do fim do período colonial. De maneira específica, são analisadas algumas obras desse autor: o Tratado sobre a Educação Física dos Meninos (1790), a Medicina Theológica(1794) e os Elementos de Hygiene (1813). Nelas, Mello Franco, inspirando-se na Medicina francesa do século XVIII, tenta propor uma Ciência do homem como um todo - incluindo também os aspectos psicológicos - e uma visão materialista do mesmo.
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O artigo descreve e analisa os conhecimentos psicológicos elaborados e transmitidos na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, no século XIX. Os documentos utilizados para a pesquisa säo dissertaçöes, teses, artigos e livros produzidos por alunos e docentes da Faculdade, na época considerada. A leitura desse material evidencia o significado e a relevância que o estudo da subjetividade humana assume nesse contexto. De forma específica, säo discutidas as definiçöes atribuídas a essa área de interesse pelos autores e os métodos propostos seja para o estudo dos fenômenos psíquicos, seja para a terapia dos fenômenos psicopatológicos
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O artigo apresenta a contribuição de Biagio Pelacani da Parma (1347-1416), filósofo, astrólogo e matemático do século XVI, no âmbito da História das Idéias Psicológicas. Biagio, que foi docente nas mais prestigiosas universidades italianas da época, escreveu vários tratados, entre os quais um comentário ao texto aristotélico "De Anima" (1385) e as "Quaestiones de Optica" (1390). O interesse desses dois textos para a História das Idéias Psicológicas está no fato do autor propor neles uma visão de homem e um esboço de Psicologia inspiradas num racionalismo materialista e fundadas numa concepção astrológica determinista. Nessa abordagem, a Psicologia é considerada como parte do domínio da Filosofia Natural e não da Ética ou da Teologia.
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O artigo analisa os projetos legislativos apresentados por intelectuais e políticos brasileiros do século XIX propondo a inserção da "Psychologia" (ou de conhecimentos psicológicos) nos currículos escolares de várias instituições educacionais do País. Alguns fatores característicos emergem na leitura de tais documentos: a falta de realismo que permeia muitas propostas legislativas, a tendência à imitação acrítica de modelos estrangeiros; a influência determinante das mudanças ideológicas sobre a organização dos currículos de estudos. Tais aspectos marcam a introdução da psicologia como disciplina institucional, no âmbito do sistema escolar brasileiro do século XIX.