Educação, saberes psicológicos e morte voluntária: fundamentos para a compreensão da morte de si no Brasil Colonial

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Título
Educação, saberes psicológicos e morte voluntária: fundamentos para a compreensão da morte de si no Brasil Colonial
Resumo
Esta pesquisa é uma investigação histórica, de cunho bibliográfico, que busca contribuir para a construção de uma história do suicídio no Brasil, a partir do papel que teve a educação em relação a tal fenômeno. O período estudado circunscreve-se àquele em que essas terras eram colônia portuguesa. O período colonial estruturou-se sobre o escravagismo e teve como principal forma de educação aquela promovida pelas ordens religiosas, principalmente pela Companhia de Jesus, além disso, toma-se aqui a educação em sentido amplo, sem restringir-se a seu aspecto formal. Tal educação religiosa tinha o objetivo de controlar a vida e a morte de colonos e escravos. Tanto os indígenas quanto os africanos que foram escravizados, tinham tradições culturais e religiosas bastante diferentes das europeias, o que fazia com que se relacionassem de formas diferentes com a morte. Com isso, frente aos excessos cometidos pelos colonizadores e o fato de comumente esses escravos morrerem devido ao sobretrabalho a que eram expostos, tornou-se fato comum entre esses trabalhadores escravizados darse voluntariamente à morte, tanto para escapar ao destino de uma vida curta, cheia de sofrimentos, como para prejudicar aos senhores de escravos ou para fugir de castigos ou da separação dos familiares e amigos. A igreja católica teve um papel fundamental nesse processo, o de inculcar nesses indivíduos a culpa e o medo relacionados à morte voluntaria, fato que permitia uma forte entrada da igreja no controle da colônia e a exploração mais acirrada por parte dos senhores a seus escravos. Esses ensinamentos eram transmitidos através dos sermões e orações proferidos publicamente pelos sacerdotes, mas também em outras situações, como sermões impressos e confissões. Os Tratados de Teologia Moral muitas vezes dedicavam algumas páginas à questão da morte voluntária e da forma como deveria o religioso lidar com ela. Todos os elementos aqui expostos, de maneira mais abrangente e pormenorizada são analisados neste trabalho. As fontes documentais são os já mencionados sermões e tratados, além de textos de época que possam contribuir para a contextualização do fenômeno tanto no momento estudado quanto na história precedente ajudando em sua melhor compreensão. Os documentos são analisados a partir de uma perspectiva marxista em História da Psicologia e da Psicologia Histórico-cultural
Tipo
Tese (Doutorado em PEPG em Educação)
Universidade
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Data
2012
# de páginas
424
Idioma
Português
Citation apa
Netto, N. B. (2012). Educação, saberes psicológicos e morte voluntária: fundamentos para a compreensão da morte de si no Brasil Colonial [Tese (Doutorado em PEPG em Educação), Pontifícia Universidade Católica de São Paulo]. https://tede2.pucsp.br/bitstream/handle/16045/1/Nilson%20Berenchtein%20Netto.pdf
Citation abnt
NETTO, Nilson Berenchtein. Educação, saberes psicológicos e morte voluntária: fundamentos para a compreensão da morte de si no Brasil Colonial. Tese (Doutorado em PEPG em Educação)—https://tede2.pucsp.br/bitstream/handle/16045/1/Nilson%20Berenchtein%20Netto.pdf: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, 2012.